terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Uma reforma na mente do brasileiro


Até tu, Sport Clube Internacional?

Estamos numa sinuca de bico, num impasse: se correr o bicho pega, se parar o bicho come.

O brasileiro bonzinho, risonho, camarada, fã de carnaval e futebol, tem uma história de ladroagem na sua índole. Não nasceu assim, fiou assim. Foi ensinado.

Quando os portugueses, principalmente, mas os outros também eram assim, chegaram ao paraíso “terra das araras vermelhas”, a primeira coisa que passou pelas suas cabeças foi a mesma ideia que passa pela cabeça daquelas pessoas que veem o caminhão sair da pista, virar e espalhar a carga (cerveja, frango congelado, açúcar, farinha, panela, tv) seja o que for: “Vamos nos fartar”. Levam tudo. Os colonizadores levaram madeira, óleo de baleia, pedras preciosas, ouro, prata, índios. Tudo furtado.

Assim, o político até então correto, bons trabalhos comunitários, ficha invejável, chega ao poder, vê o montão de dinheiro de ninguém à disposição e vem a mesma ideia mostrada no parágrafo anterior.

Foi assim com as capitanias hereditárias, com as terras ganhas do Tratado de Madrid, com a mina de Serra Pelada, com a construção de Brasília. E assim foi com a ocupação dos morros adjacentes aos centros urbanos. Seria assim com a Lua se fôssemos nós os primeiros a chegar lá.

Os de cima ensinam aos de baixo da escala social. Não o inverso. O exemplo salafrário, no caso brasileiro, veio de cima, vem de cima.

Com a ascensão de mentalidades voltadas para os chamados direitos humanos, foi crescendo a batalha por proteger legalmente quem estava por baixo. Vieram os direitos de negros, índios, mulheres, quilombolas, menores, excluídos, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e bissexuais), presidiários e outros e outros.

Toda a batalha dos ativistas desses segmentos se baseava e se baseia em que “já que o pêndulo foi muito longe no sentido das chamadas classes dominantes, temos de puxar, puxar e fazê-lo voltar para muito aquém do que seja o equilíbrio”.

Pois bem, o pêndulo foi, foi, nem foi o que deveria ir, mas a coisa virou cultura, contracultura, subcultura: “a coisa pública é pública, não é de ninguém e se não é de ninguém, pode ser minha também”. Deu samba, deu rap, deu funk, deu balada, deu moda de viola, batidão, vaneira...

E quando chegou a ser cultura do culto do “mete a mão que dá”, não se trata de uma novidade, já existia desde os tempos de Cabral (o outro e este Cabral atual só botou em prática o que sempre foi “normal”).

A moda cultural não é só o “mete a mão que dá”, é também subverter as leis, passar por baixo ou por cima da cerca, furar a fila, quebrar a ordem, colocar a lei a meu favor seja como for. Novamente deu rima para qualquer balada.

Assim, gol de mão tem que valer, gol de impedimento também. E se o resultado não sair como eu quero, quebra tudo, move os céus.

Foi assim que o Internacional, de Porto Alegre, rebaixado pela primeira vez no Campeonato do Brasil, decidiu expor todo o desrespeito às regras do jogo. Se a regra me pune, que então mudem as regras. Toda vontade de fazer valer a própria força em momentos difíceis. Nos dias que se seguiram à tragédia com equipe da Chapecoense, o Inter só tinha atenções para a sua "tragédia particular", a sua queda não de dentro de um avião repleto de atletas, mas da classe A para a classe B do futebol brasileiro. A falta de capacidade de sentir a dor dos outros se completou como a alegação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), numa tentativa de virar a mesa, de agir fora das regras. Isso incluiria até e-mails falsos. Tudo para escapar da Série B.

É o famoso "jeitinho", a Lei de Gérson, que parece nunca deixar os brasileiros em paz. No esporte e fora dele. E não há atleta olímpico ou torcedor colombiano que parece ser capaz de nos tirar da nossa sina: a de virar a mesa assim que o jogo parecer duro demais.

Não se iludam: mossa cultura é terrível. Cadeia, ministério público, juízes duros, polícia eficaz, tudo será pouco. Pergunta ao Mao Tse Tung.

Pense nisso, discuta isso com seus amigos.


sábado, 26 de novembro de 2016

Cadeia pra eles é pouco


O Brasil precisa ser reinventado

Todo o noticiário brasileiro dos últimos meses está voltado para a ORCRIM – Organização Criminosa que se instalou no poder – e não estou falando só do Executivo, a coisa vai mais longe com tentáculos imensos no Legislativo, principal gerador da patifaria porque faz as leis e assim abriu as portas para que juízes chamados a julgar patifarias quebrem o seu decoro e recebam prêmios por suas sentenças. E aí também entram em cena os tribunais de contas da União e dos Estados. Tudo combinado: a podridão empresarial da corrupção compra as instâncias que produzem as regras, a justiça de mãos atadas para fazer os reparos e a nação descendo pelo despenhadeiro da podridão. Nada mais funciona, com raríssimas exceções, nem a Receita Federal que já foi o único serviço eficaz.

Retiro da lista podre setores da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Federal, hoje integrados por uma juventude aguerrida, corajosa, peituda, cujo conceito sobe a cada dia.

Dá nojo assistir esses filhos da canalheira virem a público com a cara limpa defender anistia, propor freios à Lava Jato, inibir e intimidar juízes e policiais na tentativa de se livrarem da cadeia.

Que tristeza, que decepção, que frustração aos milhões de brasileiros honestos, trabalhadores, cumpridores de seus deveres civis, contribuintes, consumidores, eleitores, levados a descobrir que, se não 100%, a quase totalidade dos políticos é podre. O que sobra? Veremos quando acabarem de abrir a caixa preta chamada Odebrecht, verdadeiro covil da sujeira.

Sim, cadeia é pouco. Precisava exportar, retirar direitos políticos, direitos civis, vetar abertura e/ou manutenção de empresas por tempo determinado, exigir a prestação de serviços educativos contra a corrupção, exigir que venham a público pedir perdão e falar que isso é feio, que o brasileiro não deve tolerar nenhum tipo de corrupção, nem mesmo aquela de comprar o guarda de trânsito ou coisas ainda menores.

Quero, sim, um Brasil sonhado por mim, quando criança, jovem e adulto, cantava o hino nacional com os pêlos em pé. Quero nossos filhos e netos engajados nesta batalha. Quero o eleitor brasileiro de olhos abertos evitando entregar o poder a essa canalhada.
Se você é como eu, pensa parecido, compartilhe. Temos de fazer crescer nossa rede do bem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Agora o tempo é de Trump


Estamos dentro de uma onda

Quem não se lembra das três ondas de Alvin Tofler? Só não lembra quem não leu “A Terceira Onda”. Bem, se você não leu, esse senhor previu com alguma antecedência a onda tecnológica que hoje chega às redes sociais e representam uma nova categoria de comunicação/interação entre as pessoas, fugindo um pouco da manipulação dos grandes veículos, mas baixando muito o nível.

Uma outra onda, agora, é patrocinada pela direita conservadora com o apoio de centenas de milhões de não conservadores de carteirinha, mas conservadores cacoete de cultura.

Explico: as esquerdas socialistas saíram em defesa dos pobres, dos negros, dos gays, dos índios, dos quilombolas, mas esqueceram de tirar o pé e acabaram apoiando menores infratores e bandidos, direitos humanos de bandidos cruéis, o aborto generalizado, criaram quotas para excluídos nas universidades, legalizaram a maconha, a Bolsa Família é mais um exemplo disso. Defenderam privilégios de castas burocráticas, bem ao estilo do comunismo marxista leninista trotskista.

Bem, para encurtar: foram longe demais frente a uma sociedade que abriga muitos ricos, ricos, remediados e pobres (também muito pobres), porém essa cultura acelerada na direção de alguns grupos sociais ainda não passa no filtro da maioria, digamos conservadora, mas muito moralista, ligada à propriedade privada por menor que possa ser: os eleitores de Tramp.

Milhões de pessoas, em todo o mundo, estão assustadas com as levas de refugiados que invadem a Europa, os Estados Unidos, o Brasil, alguns com causa natural, mas quase todos pelos erros da política maior.

Aí vieram as eleições argentinas, o impeachment da Dilma, a saída da Grã Bretanha da Zona do Euro, a breve futura queda do Maduro, a abertura de Cuba e muito mais.

E chegou a vez de Trump. Ele veio para trampear. Você conhecia este verbo? Trampear quer dizer atrapalhar. Vai haver chiadeira pelo mundo todo, mas o pêndulo teria de sair da Europa, onde as esquerdas já faliram porque distribuíram demais e a geração escasseou e acabou o gás. O pêndulo chegou aos Estados Unidos, nação mais importante, depois da China, que ainda não é isso, de fato, mas assume um capitalismo ditatorial e está à beira de se tornar o segundo melhor exemplo de progresso econômico. E sua marca é o trabalho, trabalho duro, 16 horas por dia. A esquerda socialista quer trabalhar 6 horas por dia e ganhar como se tivesse feito outro tanto de horas extras.

O pêndulo vai compensar. Trump é o veículo. É cedo para prever catástrofe. É cedo para prever maravilhas.

O cargueiro precisa se equilibrar no lombo da vida do planeta. Os ricos não querem perder e os miseráveis não querer morrer à míngua. A virtude está no meio.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump no comando do mundo




As bombas não param de cair

Lições a serem tiradas das urnas da Argentina, Grã Bretanha, Brasil, Estados Unidos. Os resultados, claro, não podem ser atribuídos a uma única causa. A maior e mais forte é, sem dúvida, uma guinada para a direta na economia do mundo. O socialismo, eu já disse aqui no blog, é ótimo distribuidor de recursos e péssimo gerador de riquezas. Os estados governados pela chamada esquerda estão falidos que os outros, atolados nos salários que pagam aos servidores, nas benesses de distribuem. E os tempos são de magreza, a economia dá para trás, o freio está puxado.

O segundo fator pode ser lido também em São Paulo, onde os políticos foram expulsos do pódio ao colocarem em seus lugares um empresário, tal como Trump e deve ser a tônica da próxima eleição presidencial brasileira marcada para 2018. E certamente será a tônica das eleições de governadores no Estados.

Um terceiro fator vai buscar votos nas camadas mais humildes, sem leitura crítica e que embarca em promessas. Trump prometeu demais. Gean Loureiro prometeu demais. O mico leão dourado ganhou nos Estados Unidos e o quase sem voz acabou sendo a voz do povão em Florianópolis.

Ganharam. E daí?

Sobre Trump podemos esperar um recrudescimento na questão islâmica. Esse cara vai cair de pau em cima do chamado estado islâmico e a comunidade norte-americana pode esperar o troco na seara terrorista.

Tem mais bomba por aí? Tem. Pode esperar.

domingo, 30 de outubro de 2016

Uma leitura para Gean Loureiro




A indefinível Florianópolis

Faz tempo que a capital dos catarinenses surpreende com seus resultados eleitorais. Em 2004, numa inusitada situação em que Dario Berger saía de 8 anos de mandato na vizinha São José, venceu surpreendentemente e se reelegeu surpreendentemente mesmo tendo contra si ações de que não poderia concorrer três e quatro vezes continuamente ao mandato de prefeito. Mas, não elegeu seu sucessor.

Em 2016, Gean Loureiro, candidato de Berger em 2012 derrotado, consegue uma eleição apertada com apenas 1.153 votos de vantagem, mas tendo que enfrentar outros 93.527 votos que não foram para ele porque são brancos, nulos e abstenções, o que eleva para quase 55% dos florianopolitanos que não o querem como prefeito ou não votaram em si.

Esse o recado para um candidato eleito que pega uma prefeitura com 95 milhões de déficit e que para vencer prometeu fazer tudo o que está faltando.

Ao final do seu primeiro ano certamente a chiadeira ai ser enorme, ainda mais que levou consigo numa coligação 15 partidos e certamente terá de fazer compensações que inflacionam ainda mais a despesa.

Prepare-se, Gean Marques Loureiro, em seu caminho tem muita pedra. E algumas rochas de difícil ultrapassagem.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Agora os iates




Esse é o Brasil?



Olha bem, faz tempo que a gente ouve por aí, nas esquinas, bares, cafés e restaurantes, que brasileiro não sabe votar e que por isso essa corja de ladrões chegou ao poder e fez o que fez.

Naturalmente, a culpa é jogada em cima do povinho iletrado, semi- analfabeto, que vende o voto por uma carga de brita ou pela ligação irregular da luz ou da água em seu barraco, também irregular, na favela.

Mas, veja bem, brasileiro contribuinte, consumidor, eleitor: na Prainha, em Florianópolis, SC, há uma marina onde estacionam e são conservados os barcos de uma multidão de milionários.

Não me interpretem mal. Não pertenço àquele time que mete bronca nos ricos esperando chegar lá. Não faço como o Lula e o Collor, que ganharam notoriedade condenando marajás e corruptos e foram exemplos daquilo que condenavam.

A notícia da semana em Santa Catarina é o sumiço dos iates da marina da Prainha. Motivo: a Lava Jato está vindo conferir a origem do dinheiro que comprou iates de 15 milhões ou mais.

Olha bem: se o cidadão tem um iate de alto valor e não pode provar a origem do dinheiro que pagou o preço do iate, começamos por descobrir que o favelado que troca o voto por uma carga de brita ou pela ligação da água que vai ser bebida pelos seus filhos ou pela luz que vai iluminar o seu barraco, esse cara é nada no contexto da imensa podridão que grassa em nossa sociedade e manda para os cargos mais importantes da República (legislativo, executivo e judiciário) pessoas sem estatura moral para tanto.

A imensa maioria dos que pagam a conta não é podre.

Não é podre, mas não acorda.

É com esse despertar que o Brasil conta para sair do buraco onde os cafajestes nos jogaram.

Reage Brasil.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Prepare-se, brasileiro...




Cada dia uma nova bomba



Ou mais de uma bomba por dia.

Pode? Pode.

O Brasil podre foi revirado, a podridão fedeu e alguém lembrou que poderíamos usar uma bomba d’água para jatear a sujeira, limpar a área.

Mas, havia muito o que empurrar com a bomba lava a jato.

Nestes últimos dias dá gosto acompanhar as notícias: todo dia tem uma bomba. Em alguns dias tem duas e até três.

Fique atento.

Mas, cuidado.

A quem interessa evitar a limpeza, a qualquer escorregão da equipe de limpeza vem a chiadeira. Queres um exemplo? A Justiça Federal de 1º grau autorizou uma varredura nos arquivos da Polícia Legislativa do Senado, atendendo a fortes indícios de (1) ABUSO DE AUTORIDADE e (2) DESVIO DE FINALIDADE, ao prestar serviço para não senadores, fora de Brasília com despesas pagas pelo dinheiro do povo e com evidente intenção de obstruir provas para acobertar ilegalidades que poderiam ser descobertas pelas investigações da Operação Lava Jato. Com essa ação podem ter sido destruídas ou desviadas muitas provas.

Imediatamente a chiadeira: um juizeco de primeira instância não pode lidar assim com o Senado Federal. Ah é, Renan, foi contra o Senado? Pois então processa o Senado por ABUSO DE AUTORIDADE e DESVIO DE FINALIDADE.

O Supremo precisa dizer a este senhor todo poderoso da republiqueta da corrupção que quem quer que abuse de autoridade precisa ser processado, inclusive aqueles que no uso do poder constituído obtém vantagens ilícitas e depois buscam novas manobras ilícitas para esconder as provas desses crimes. Ah como eu queria ser ministro do Supremo nesta hora.

É assim que funciona: a Polícia Federal recebeu a denúncia de que a Polícia Legislativa do Senado estava fazendo coisa feia no acobertamento de crimes de membros do Senado (e Renan sabia disso tanto que autorizou e disse que autorizou, assinou a confissão) e encaminhou à Justiça Federal de 1º grau (ela só pode dirigir-se ao primeiro grau. E o primeiro grau, no uso de suas atribuições legais autorizou a busca na sede da Polícia Legislativa (que não tem foro privilegiado, mas que o Renan acha que tem, porque foi ele, senador, que autorizou a coisa feia).

Bomba. Bomba. Sarney, Collor, Lobão, Gleisi, os poderosos criadores de sujeiras não querem que a bomba a jato lave a podridão.

Claro, leitores, os autores da podridão serão descobertos. Aí, sim, a Procuradoria Geral do Ministério Público Federal se reportará ao Supremo fazendo a denúncia e pedindo para abrir inquérito contra Collor, Lobão e Gleisi. Sarney não é mais parlamentar.
Bomba. Bomba. O caso da Polícia Legislativa é só o gancho. Tem muito mais sujeira escondida naquilo que eles querem esconder. Quem viver, verá.   

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Cadeia pra eles


Acaba a chicana do adiamento

A safanagem funcionava assim: investigado, denunciado, julgado em primeira instância, recorre, interpõe recurso, perde, recorre para a segunda instância, ganha tempo, a justiça é lenta, perde, recorre para o Superior e/ou Supremo Tribunal. Tudo isso, por baixo, dez anos com o réu solto dando risada na cara da sociedade. Quando vem o julgamento final, muitas penas já prescreveram e o réu fica ainda mais livre.

Agora, o réu julgado culpado em segunda instância tem de ser recolhido à penitenciária mesmo que seus advogados estejam recorrendo para o Tribunal de terceira instância e mesmo que o julgamento demore uma eternidade. Cadeia pra eles. Isso é jurisprudência, súmula vinculante, quer dizer, toda a justiça tem de agir respeitando esta decisão.

Mesmo com o Supremo dividido entre seus ministros, o empate em 5 a 5 foi desempatado pela presidente do STF, ministra Carmen Lúcia.

Então, a prisão de condenados em segunda instância acaba com a chicana de advogados regiamente pagos por corruptos e assassinos poderosos.

E nos coloca num patamar superior de civilização. Nos países líderes da democracia universal, bandidos não levam vantagem, vão presos. Muitos se suicidam.

O STF acaba de decidir, por 6 votos a 5, que condenados em segunda instância podem, sim, ir para a cadeia, sem a necessidade de aguardar o esgotamento dos recursos.

Está mantido, assim, o entendimento da Suprema Corte de fevereiro deste ano, quando o placar foi de 7 a 4 -- hoje, Dias Toffoli migrou para o lado derrotado.

Cármen Lúcia deu o voto de minerva.

Vitória, apertada, da Lava Jato. Derrota de Lula. Derrota da ORCRIM.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O fim de uma prática


A morte do PT precisa ser exemplo

Passado o primeiro turno das eleições municipais já se sabe quem cresceu e quem encolheu em termos de poder de voto. Nenhum partido perdeu tanto quanto o PT. Não era para menos. O partido se envolveu criminosamente com a corrupção e o povo não é bobo.

Ainda que possa existir uma minoria ativista que deliberadamente defende os líderes petistas e o fazem de uma maneira preocupante, os eleitores foram generosos com algumas candidaturas, como a de Eduardo Suplicy entre outras, mas no geral está inaugurada a morte da prática refinada pelo PT. Não é único. Outros grupos também fizeram jogo sujo. Mas a morte do PT deve servir de exemplo para todos os demais,

O eleitorado brasileiro disse o que quer. A diminuição de prefeitos do PT no Nordeste foi a menor, em termos porcentuais, entre as demais regiões. A maior perda entre as eleições de 2012 e 2016 foi no Centro-Oeste (-85,4%), seguido por Sudeste (-74,8%), Norte (-69,7%) e Sul (-56,6%). No País, a perda total foi de 59,5% (de 630 para 256 prefeitos). Esse cenário deve permanecer após o segundo turno, pois a sigla só disputa em sete cidades.
Não se iludam, a política brasileira não tem lugar mais lugar para Sarney, Barbalho, Calheiros, Lula, Dirceu. Não subestimem o povo. Foi dada a largada.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Nossa realidade é um terror




É público? Então é meu!

O amigo de Emílio Odebrecht recebeu 23 milhões de reais, dinheiro retirado de contratos fraudulentos assinados entre o governo do PT e a empreiteira Odebrecht, dinheiro que hoje falta no posto de saúde para remédio, vacina, seringa e, por falta de assistência médica, acaba matando o mesmo brasileiro que votou nos candidatos do PT à espera de honradez, transparência, mudanças...

Nem todo petista é igual ao amigo de Emílio. Muitos a gente conhece. Mas, se o petista honrado, ético, comprometido com um Brasil melhor não for burro e nem mal-intencionado, tem a obrigação de rasgar sua ficha de inscrição ao partido. Qualquer pessoa direita filiada a um casamento, a um emprego, a uma associação ou religião em que há desvios que envergonham o ser humano, precisa provar sua retidão denunciando a safadeza ou se rasgando esta filiação. Se não...  

E tem mais: todos os ex-petistas direitos precisam estar do lado daqueles milhões de brasileiros que não desistiram do Brasil, mesmo aqueles que foram traídos pelo amigo do Emílio.

Sei, é muito difícil. Há uma índole maléfica no ar. Ladrões em penca estão roubando flores nas praças, arrancando fios de iluminação pública, roubando material de limpeza no condomínio, dando o golpe do bilhete premiado, detonando caixas eletrônicos, assaltando idosos e crianças, metendo a mão nos fundos de pensão...

Ainda existem quem vote em ladrão.

Ainda existe quem deseje dar mandatos a bandidos.

Mas, isso pode ser mudado.

Temos de querer mudar.

Pense nisso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Uma reforma no socialismo


Temos uma mentalidade materialista

Passamos 100 anos ou mais divergindo e aprofundando um fosso entre capital e trabalho, colocando patrão e empregado em trincheiras diferentes e criando leis que oprimem o empreendedor e beneficiam o trabalhador. Onde se lê benefício é isso mesmo, benesse, dificuldades para que mão-de-obra e capital pudessem ser aliados.

Nesse século de abismo entre o que se chama de esquerda e direita, passamos doutrinando e sendo doutrinados que as duas mãos nada podem construir juntas porque são incompatíveis. Passamos pregando e ouvindo que somos manetas: ou temos apenas a mão esquerda ou temos apenas a mão direita. E as duas não podem se ajudar, não podem construir juntas.

O poder da direita passou a ser visto como acumulador e o poder da esquerda passou a ser visto como distribuidor. Um faz o monte, o outro espalha.

Nada mais errado, pois a mentalidade materialista que se tornou cultura humana em todo o mundo, faz com que todos desejem ser capitalistas, ter propriedade, não depender de terceiros. Nasce, assim, a guerra: quem não tem quer tomar de quem tem, não pela cooperação, mas na marra, na porrada, na extorsão, na invasão. A Justiça Trabalhista, principalmente no Brasil, é a maior prova disso.

Se o trabalhador quer ser capitalista tanto quanto seu patrão, a reforma da mentalidade nas relações desses fatores tem um nome: cooperação. E não divergência, não oposição, complementariedade sim. A mão direita empreende, pensa, planeja, põe dinheiro, arrisca. A mão esquerda administra, põe a mão da massa, produz, transforma. O resultado disso tem de servir para os dois quando lucra e tem de pertencer aos dois quando perde. Hoje, a perda é muito mais da mão esquerda, pois na crise perde o emprego. Quando está maravilhosamente bem não participa da maravilha.

E isso começa na Universidade que precisa formar empreendedores, antes de tudo. Começa nos partidos que precisam defender e praticar a interação entre capital e trabalho. Caso contrário continuaremos brigando e perdendo.

Isso tem de chegar aos sindicatos e às centrais tipo CUT.

Em todos os lugares onde a esquerda governou, a crise chegou quando o monte acabou de ser distribuído. A esquerda não empreende, estatiza, centraliza, burocratiza, superdimensiona o Estado, inclusive com cargos. Acabada a riqueza, o povo tira a esquerda do poder.

Isso tem sido histórico.
Não se iludam.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Todo mundo diz



Lula precisa conhecer a cadeia

Creio que posso falar autorizadamente, de cadeira, como se diz. Quando ainda nos anos 1970 esboçava-se um movimento libertador de consciências dos humildes, sonhado pelos seguidores de Vigotski, Piaget, Paulo Freire e defendido por uma esquerda perfeitamente sonhadora, surgem, através de alguns setores da Igreja Católica, as Comunidades Eclesiais de Base e as Pastorais (da Terra, da Saúde, da Família, etc).

Foi a coisa mais interessante que o mundo e especialmente o Brasil receberam. Nas reuniões construtivistas das CEBs e das Pastorais, as pessoas secularmente dominadas por dogmas de mídia, política, religião, economia e cultura, eram despertadas para o contra movimento: você não precisa votar no político que só engana; você não precisa ser inimigo do seu patrão apenas porque ele explora aqueles que não tem consciência da importância da mão de obra na economia; você não precisa pagar juros escorchantes sempre que precisa de financiamento; você não precisa ser “maria vai com as outras” da mídia manipuladora das massas; e assim e assim por diante.

Vieram as ideias que desembocaram nas cooperativas de crédito, nas cooperativas de assentados, no MST, inclusive na necessidade de partidos com bases fortes no povo, que foi o caso do PT.

Intelectuais, pedagogos, jornalistas, políticos, operários, donas-de-casa (mulheres que até então eram objeto em casa) começaram a sair da sombra e a se organizar das mais diferentes maneiras, numas ideias puras e sinceras capazes de fazer a virada e fazer a diferença. Até o Bolsa Escola, depois Bolsa Família era uma boa ideia, que o PT entortou na medida que não criou uma porta de saída da esmola e a aproveitou para corromper o voto.

Pois bem, daí para a frente surgiram os aproveitadores dissimulados, lobos em pele de cordeiro. Mas os ingênuos sonhadores não sabiam disso ainda. Cito os casos Hélio Bicudo e Cristóvão Buarque, como poderia citar outros cem ou mil nomes, que foram abandonando o PT, condenando o MST e suas ramificações. A Igreja já havia feito isso antes de 1980.

A ideia original não incluía treinamento de guerrilheiros nas FARC, em Cuba ou Rússia, não incluía os roubos de milhões de dólares na Petrobrás, nos fundos de pensão e outros e outros que ainda serão revelados pela Lava Jato.

É nisso que afirmo: o Lula, assim com Zé Dirceu e muitos outros, tem de conhecer a cadeia, não só pelo roubo do dinheiro, também pelo roubo do sonho. Hoje, milhares de homens e mulheres de bem tem vergonha de dizer que são ou foram do PT porque o PT roubou o sonho de liberdade dos brasileiros.

Não me venham os mentores do PT dizer que não sabiam de muita coisa que rolava nas entrelinhas do movimento. Não só sabiam como autorizavam, mandavam pagar a conta.

Essas manifestações embandeiradas de vermelho não são autênticas, não são espontâneas, as pessoas são pagas. As invasões de terras não objetivam assentar agricultores sem-terra e sim apropriar-se dos imóveis para vender e partir para nova invasão. Só o INCRA e a Polícia Federal ainda não chegaram nesse escândalo.

Os militantes não conhecem a democracia do construtivismo de Vigotski, Piaget e Paulo Freire. A petezada quer levar no grito, na pressão, na porrada, no quebra-quebra, no assalto.

Haverá outro partido ou outros partidos com ligações na base? Sim, mas aprendemos a fracionar. Eles serão dezenas e isso é ruim. Lula conseguiu catalisar os pequenos partidos e formar a frente de esquerda chamada PT. Por isso também tem de ser castigado, pois traiu.         

domingo, 4 de setembro de 2016

Um comunismo capitalista


O desafio aos partidos comunistas

O episódio Lula-Dilma-PT não pode ser olhado isoladamente e não apenas com os olhos no Brasil. Cuba, Argentina e o que virá na Venezuela e Bolívia precisam ser incluídos também com os olhos voltados para a Europa para a Ásia. O comunismo, como escrevi na postagem anterior tem de ser refeito. Nasceu para distribuir a riqueza que o capitalismo acumulou, mas não aprendeu a gerar riquezas. Quando a distribuição escasseia, vem a grita e o povo quer mais, o povo é capitalista, a nossa cultura universal é capitalista.

Então, agora, o PT e seus ideólogos começam a filosofar. O partido está morrendo, voltará àqueles 15% do eleitorado que é fissurado, os mesmos que saem às ruas para quebrar tudo, mas que na segunda-feira batem à porta das mesmas empresas para pedir emprego. Empregados, se declaram inimigos do empregador. Os sindicatos da CUT e os outros serão convidados a se reciclarem. Capital e Trabalho nunca foram inimigos. Juntos geram riqueza. E é nisso que o comunismo afundou. Se não tem riqueza gerada não tem riqueza para distribuir. O capitalismo não sabe distribuir, é verdade, mas vai ter que aprender, no mínimo, com o cooperativismo, que retribui a cada um por aquilo que criou, sem paternalismo, sem greve, sem contestação.   

O ideólogo Tarso Genro, ex-ministro da Justiça e ex-governador do depauperado estado do Rio Grande Sul, futuro miserável da Nação, já está planejando o partido que sucederá o PT e diz solenemente:

“Essa crise vem da falência de ideias do bolchevismo clássico (e do bolivariano romântico), com poucas exceções, da direitização da socialdemocracia no terreno da economia, que entende que a “globalização” é um processo técnico, que permite apenas um único caminho: da redução das funções públicas do Estado, combinada com políticas compensatórias, que não conseguem coesionar a sociedade em torno dos valores democráticos modernos. Esta crise vem, também, do fato de que o PT vem se tornando um partido mais pragmático do que ideológico, no sentido nobre desta expressão, deixando de se alimentar – em termos culturais e programáticos – fora do circuito do poder estatal, usando métodos tradicionais de governabilidade, para sobreviver aos processos eleitorais”.

É isso, Tarso, o PT dependurou seus adeptos nos cargos públicos à exaustão e tornou seus adeptos sofríveis trabalhadores da iniciativa privada, centrados no que o patrão podia e tinha obrigação de distribuir. Esqueceu produtividade, lealdade, compromisso. Decidiu buscar vantagens no grito, na paulada, na invasão, na depredação. Agora, vai lá dizer para estudantes, trabalhadores, militantes, que o capital é o objetivo de todos. E se o capital está com quem soube acumular, cabe a quem o queira também aprender a produzir com eficácia, poupar com parcimônia. E se o trabalhador não tem o capital, vamos ser parceiro do empreendedor, negociar produtividade, acabar com as greves, parar de bater em quem não é nosso inimigo e sim nosso parceiro.  

A esquerda na Venezuela afundou assim que o petróleo baixou de valor. Era uma economia baseada na extração, como é a dos árabes. O dia em que o petróleo sair de cena, todos os países árabes de esquerda e de direita se tornarão miseráveis. Já são. Os refugiados que oferecem ao mundo é a prova.

Palavras de Genro: “O PT surgiu num momento em que a classe operária industrial era fundamental para pensar uma utopia socialista e democrática e a USP era um referencial mundial para a esquerda. Os trabalhadores não são mais os mesmos, as empresas são muito diferentes, a globalização avançou e ocupou terrenos definitivos nas economias nacionais e qualquer ideia, socialista ou social – democrática de corte republicano, com liberdades públicas amplas, não pode ser pensada em torno dos contraditórios de uma sociedade de classes que já é inteiramente outra. Qual é esse projeto exige, por exemplo, dizer qual é o projeto para sair, no imediato, de uma crise econômica e financeira como essa que está aí, por dentro da democracia, criando novos consensos democráticos, o que a direita - por exemplo - não fez.

O mesmo Tarso reconhece que a saída de Dilma é o principal impulso criativo para promover uma nova Frente Política – que pode ser designada como de esquerda, porque está à esquerda da atual frente com o PMDB – mas que, na verdade, deve ser organizada em torno de um programa socialdemocrata renovado, como aquele que moveu Tsipras, na Grécia e move o Podemos, Esquerda Unida e parte do PS Espanhol, atualmente. Alguns companheiros me dizem que isso é muito pouco…Eu respondo a eles que isso é quase uma utopia, face a situação de hoje!”

O sociólogo da USP, José de Souza Martins, apesar de entender que “o ciclo político do PT não acabou”, confessa que o partido está em crise e vivendo um severo momento de desgaste e, quase certamente, de declínio eleitoral. Para Souza Martins não há dúvida que o comportamento do PT em relação à Dilma é de abandono, um modo de transformá-la, implicitamente, em bode expiatório da crise que não começa com ela e sim com o caso do mensalão. Não é crise dela e sim do partido.

Apesar de conhecer muito de política, o sociólogo defende que o PT é, ainda, o único partido que poderá ter um candidato certo e com chance de ser eleito em 2018, que é Lula. Se não estiver preso, claro. Ele acha que o PT tem um eleitorado cativo e duradouro, constituído por aqueles que optam pelo partido porque optaram por Lula e optaram por Lula porque nele enxergam a personificação de uma esperança profética e messiânica e que nenhum ouro partido político brasileiro tem essa característica, tão brasileira, e ainda decisiva nos enfrentamentos eleitorais. Seria um grande erro desconhecer ou mesmo desdenhar essa caraterística do processo político brasileiro.

Mas, como se vê, se o último maior líder petista solto acabar na cadeia, leva com ele o PT e quase toda a esquerda brasileira que estava com Lula e com o PT, decepcionados com a falta de pureza e virtude honrosa naquele operário da voz rouca.

Tudo isso porque não se pode esquecer que o PT é peça de uma trama articulada por ele, Lula, e que envolve vários partidos políticos e um grande número de pessoas com ele envolvidas. De certo modo, o declínio do partido arrasta consigo outros partidos e políticos não petistas, a começar no PMDB e com ele, o próprio vice-presidente da República. O impedimento de Dilma não encerra um ciclo, apenas o fragiliza. Nem fortalece o PMDB, que agora terá que propor uma nova aliança política de governo. Com algumas exceções significativas, uma parte dos ministros já recrutados mostra que o elenco dos nomes disponíveis para recompor o governo ou fundar um novo governo é pequeno e incapaz de injetar confiança em relação ao mandato do sucessor.

A fala do sociólogo revela um dado estarrecedor sobre o PT.

Para Souza Martins, a crise do governo e a crise do PT não constituem crises das esquerdas. O PT não é, propriamente, um partido de esquerda, a não ser na retórica publicitária. Os 13 anos de governos petistas deixaram isso claro. O partido manipulou os grupos populares, mas fez alianças significativas com grupos de direita, como é o caso do agronegócio. As verdadeiras esquerdas estão muito longe de alianças desse tipo. Por outro lado, as esquerdas brasileiras estão muito divididas e muito fragilizadas. De classe média, estão longe dos grupos referenciais de base da tradição de esquerda, como a classe operária e os trabalhadores rurais. Hoje estão predominantemente circunscritas a grupos constituintes do setor médio, como é o caso dos estudantes. Tendo, mesmo, que se valer dos menores de idade da escola média, como os que ocuparam as escolas nos últimos meses, para ter visibilidade política.

Mais perto, então, estaríamos do fim da esquerda. Ela nem existiu.

É pouco provável que as esquerdas encontrem o rumo no corpo da crise atual, é parte do raciocínio de Martins. Elas, as esquerdas, tem se revelado incapazes de interpretar dialeticamente o processo político e seu próprio lugar na História, conforme ele.

Também na linha racional de que muito dificilmente esse PT sobreviva, temos a opinião de Daniel Aarão Reis, historiador da Universidade Federal Fluminense:

“Recorro a uma expressão francesa: cure d’opposition. Quando um partido perde o ímpeto renovador, e se esclerosa no governo, começa o desgaste, que, em parte, é inevitável no exercício de qualquer nível de poder. Nestas condições, de desgaste crescente, é melhor fazer uma “cura” na oposição e refazer forças para tentar, mais tarde, retornar.

Vamos concretizar: depois de uma primeira administração infecunda, e de ter cometido um grande estelionato eleitoral, omitindo os dados da crise e prometendo o que não ia cumprir, Dilma foi procurar o dono do Bradesco para ser seu ministro da Fazenda. Acabou ficando com o Joaquim Levy, indicado por ele, e aí a enrascada aumentou ainda mais. Perdeu confiança de suas bases e não ganhou apoio das elites. Isolou-se. Não teria sido melhor para ela e para o seu partido terem ido para a oposição? Onde poderiam dar combate às “fórmulas” tradicionais e nada milagrosas de superar as crises à custa dos trabalhadores? Dado o impeachment, o PT e as forças de esquerda terão um horizonte de lutas para se reinventarem. Para um Partido popular, não será melhor do que cumprir o programa dos banqueiros, do capital financeiro, do agronegócio e dos empreiteiros para “solucionar” a crise?

Não haverá outro caminho. E o PT tem reservas para isto, apesar do desgaste. O partido é nacionalmente muito ramificado e, acima de tudo, representa interesses específicos que não serão defendidos por outros governos. Por outro lado, o Partido e suas lideranças associam-se na memória das gentes a melhorias substanciais do ponto de vista econômico, mas também de outros ângulos – político, cultural. A cultura política prevalecente em muitas camadas populares e até em níveis mais altos da sociedade é a cultura política nacional-estatista, marcada pelo corporativismo. Ela tem uma longa história, desde sua fundação, no quadro da ditadura do Estado Novo, liderada por Vargas. Metamorfoseando-se, enraizou-se de modo profundo neste país. E o PT e suas lideranças exprimem melhor do que qualquer outro, pelo menos por enquanto, esta cultura política. Não custa repetir – o PT está muito enfraquecido, mas seu cortejo fúnebre ainda não saiu. Agora, se ele continuar repetindo os erros cometidos, e não se reinventar, é possível que, num prazo dado, outros aventureiros apareçam para pôr a mão na sua coroa”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Uma reforma no socialismo




Temos uma mentalidade materialista

Passamos 100 anos ou mais divergindo e aprofundando um fosso entre capital e trabalho, colocando patrão e empregado em trincheiras diferentes e criando leis que oprimem o empreendedor e beneficiam o trabalhador. Onde se lê benefício é isso mesmo, benesse, dificuldades para que mão-de-obra e capital pudessem ser aliados.

Nesse século de abismo entre o que se chama esquerda e direita passamos doutrinando que as duas mãos nada podem construir juntas porque são incompatíveis. Passamos pregando que somos manetas: ou temos apenas a mão esquerda ou temos apenas a mão direita. E as duas não podem se ajudar, não podem construir juntas.

O poder da direita passou a ser visto como acumulador e o poder da esquerda passou a ser distribuidor. Um faz o monte, o outro distribui.

Nada mais errado, pois a mentalidade materialista que se tornou cultura humana, faz com que todos desejem ser capitalistas. Nasce, assim, a guerra: quem não tem quer tomar de quem tem, não pela cooperação, mas na marra. A Justiça Trabalhista, principalmente no Brasil, é a maior prova disso.

Se o trabalhador quer ser capitalista tanto quanto seu patrão, a reforma da mentalidade nas relações desses fatores tem um nome: cooperação. E não divergência, não oposição, complementariedade sim. A mão direita empreende, pensa, planeja, põe dinheiro, arrisca. A mão esquerda administra, põe a mão da massa, produz, transforma. O resultado disso tem de servir para os dois quando lucra e tem de pertencer aos dois quando perde. Hoje, a perda é muito mais da mão esquerda, pois na crise perde o emprego. Quando está maravilhosamente bem não participa da maravilha.
E isso começa na Universidade que precisa formar empreendedores, antes de tudo. Começa nos partidos que precisam defender e praticar a interação entre capital e trabalho. Caso contrário continuaremos brigando e perdendo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O brasileiro não se engana


A democracia do PT e de Dilma

Já se disse que o brasileiro não sabe votar. Talvez não soubesse. Aprendeu. Veja por que. O Brasil tem uma longa história de injustiças. Começamos por ser povoados por prisioneiros egressos das masmorras portuguesas que, ao invés de procurarem construir uma nova pátria para si, vieram para truncar, agredir, enriquecer, estuprar. Recebemos por contingência de uma guerra nada relacionada conosco, a coroa fugitiva, que, por consequência, mexeu demais na construção do modelo de gestão pública da futura nação. Apressamos uma independência que deveria ter vindo com a república e ficou centrada na monarquia. Fizemos guerras que não eram nossas, principalmente contra o Paraguai, onde fomos executores da desgraça de um país que, à época, era uma próspera economia no continente. Mal ou bem derrubamos o imperador e entregamos a república aos coronéis rurais que, com certeza, eram os mesmos que aguentavam o imperador através das benesses do poder.

A chamada primeira república foi toda centrada no voto de cabresto tendo os coronéis rurais e dos quartéis a puxar a corda. Em 1954, depois de 14 anos de ditadura, os militares acuados pelo vislumbre de comunismo ameaçador, começaram a tomar do poder e deram apenas uma trégua com Juscelino e Jango, mas voltaram com força total dez anos mais tarde, implantando uma dura e longa ditadura.

A aparição de Lula e de um partido com reais raízes populares acenando com a proposta de acabar com os privilégios dos mais fortes, levariam uma imensa massa de eleitores a apostar no homem de Garanhuns.

Acontece que o PT não fez jus às esperanças que o povo a ele transferia e os privilégios condenados se reverteram a favor daqueles que estavam no poder mediante um gigantesco projeto de enriquecimento ilícito. Hoje Lula tem 87% de rejeição entre os eleitores do Brasil. Sim, o povo sabe o que faz.

Com todos os seus defeitos, a sociedade brasileira concretamente sempre soube enfrentar e resolver seus desafios históricos. O poeta José Salgado Maranhão escreve em sua conta do Facebook: “Não desfaço de nenhum povo, todos têm sua graça e suas virtudes, porém, em matéria de arte, de diversidade cultural, nós (brasileiros) somos imbatíveis. Somos um povo que vem de uma longa estrada de lutas e adversidades, sobretudo a grande maioria da população, muitas vezes sugada por dirigentes desonestos. No entanto, é essa mesma população sofrida que é capaz de prodígios para revelar o extraordinário caleidoscópio de sua alma miscigenada. E, feito cana do moedor, tira mel da própria dor”.

O PT e aqueles que contribuíram para a monumental roubalheira oficial orquestrada por Lula, Dirceu e outros está indo pra escanteio e seus mentores, espera-se, trancafiados.

O povo continua esperando por um governo não comunista, porque essa não é a nossa formação cristã e econômica, mas capitalista não excludente com oportunidades a que o pobre também tenha acesso ao dinheiro e aos bens. Um governo que crie efetivas oportunidades, não benevolentes, não populistas, para que os menos favorecidos recebam a chance de crescer por seus méritos.  

A democracia do PT e de Lula passava por escolas comunizantes (Cuba e outras). Os militantes do PT foram treinados na escola da FARC, o PT não aprendeu discutir, veio para ganhar no grito, no abafa, na invasão, na depredação, enquanto, na surdina do poder, seus dirigentes assaltavam os cofres da Petrobrás, da Eletrobrás, do BNDES, de outras estatais fazendo caixa privado, partidário, entre outras razões, para comprar resultados no Congresso, no Judiciário, nas urnas.

As eleições de outubro/16 ainda não terão todas as cores que virão das urnas do Brasil pós impeachment. Mas, em 2018 já será diferente. Quem viver verá.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Que quadra difícil, hein!!!

Um tempo para os grandes homens

Onde chegamos???!!! Que coisa espantosa!!! Que desafio!!!
Uma democracia saudável só se sustenta se tiver os três poderes que devem sustentá-la também funcionando de forma saudável.
No Brasil, o primeiro poder apodrecido é o Legislativo. O segundo é o Executivo. E o terceiro, que poderia chamar os demais para a saúde, começa mostrar fraturas que indicam graves doenças.
Quando se observa, com tristeza, que em tempo de crise legisladores, executores e juízes estão gravemente preocupados em aumentar seus proventos, o povo que se lixe.
Num momento em que se diz que a Previdência Social não tem como se manter e vai matando aos poucos aqueles que contribuíram por 30, 40 anos e hoje, aposentados, morrem à míngua, os representantes do povo distribuem benesses e mais benesses sem olhar para aqueles que ganham menos de 5% do que embolsam legisladores, executores e magistrados.
Que lição que fica? Fica a lição que esses caras-de-pau não estão nem aí para o Brasil. Estão bem aí para seus interesses. O povo que se lixe.
Tenho cá minhas dúvidas se essa democracia se sustenta. Já estamos sem saúde, sem escola, sem segurança, sem estradas, com inflação, com desemprego... Os longos meses de interinidade do senhor Temer nada acrescentou. Não há uma fala de austeridade. Quando o ministro Meireles pregou austeridade, na semana seguinte deixaram-no a gaguejar sem saber o que dizer porque a austeridade pregada por ele foi pro pau.
Os magistrados estão brigando entre si. O bolo parou de ser repartido? Qual é o motivo das divergências entre aqueles que teriam a obrigação de fechar a questão em prol da austeridade? Se tivermos de contar apenas com a Polícia Federal e com a Justiça de Moro, estamos enfraquecidos. Daqui há pouco fecham-se as portas dessas duas instâncias e a vaca vai pro brejo com a corda e a estaca levando com ela o torneiro, o balde, o banquinho e o ordenhador.
Que quadra difícil, hein, eleitor brasileiro? Em quem você votará? Agora em outubro e depois, em 2018?
Você está ciente da gravidade que se desnuda na ponta dos dedos de quem votará?
Penso que é das ruas, das comunidades, das famílias, do eleitor, que brotará o novo Brasil. Ou se nada disso funcionar como como tem de funcionar, as moscas ficarão e a merda será a mesma. 


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Uma justiça capenga


A sociedade não sabe disso

Vou falar da justiça criminal no Brasil, mas quero, antes, contar uma história real: uma pescaria de rãs.

O que é que isso tem a ver com a justiça criminal? O resultado.

Éramos três rapazes a caçar rãs numa lagoa. Aquele batráquio que vira uma deliciosa iguaria da culinária do interior sul-abrasileiro. Um de nós estava com o saco dentro do qual as rãs apreendidas eram depositadas. Depois de uns 30 minutos, todos concordamos que possivelmente haveríamos ter recolhido mais de uma centena delas. O saco de estopa arrastava-se preso ao braço do seu carregador. Parecia pesado.

Vamos embora, então? Sim. Ergue o saco. Nenhuma rã dentro dele. Um buraco no fundo do saco permitia às rãs se evadirem. Muitas delas podem ter sido apreendidas mais de uma vez. Uma brincadeira nossa com elas?

Bem assim está a justiça criminal. Existem delinquentes com mais de 50 passagens pelo distrito policial levados à audiência com o juiz e, que pena, o saco está furado, manda o bandidinho, bandido, bandidão pra casa, a lei não permite que ele seja recolhido para pagar pelo que fez.

Enxugar gelo. Assim a polícia se sente ao recolher por inúmeras vezes o mesmo safado, violento, impiedoso e ao vê-lo voltando pra casa. Melhor dizendo, voltando pra rua.

A lei não deixa, o advogado colabora, e a vida apodrece. E você faz o que?

domingo, 7 de agosto de 2016

Uma verdade para o brasileiro conhecer




Um contragolpe, é isso que houve

O Brasil e os brasileiros cansaram, estão com nojo dessa cantilena petista de que o impeachment da senhora Dilma Rousseff é um golpe parlamentar arquitetado para tirá-la do cargo e dar posse a quem não foi eleito, o vice-presidente Michel Temer.

A primeira constatação que se faz é que se na urna estavam os nomes de Dilma Rousseff e Michel Temer ao lado do número 13 (número do partido), Temer foi votado e na falta da titular é, sim, o titular do cargo. Mentir sobre isso é ser mentiroso mais uma vez depois de tantas mentiras.

Na verdade, a questão de golpe, só agora tem as coisas claras, totalmente claras. Elas virão à tona com ênfase depois do 25 de agosto, data em que o mandato de Dilma será efetivamente cassado pelo Senado Federal.

Eis os fatos estarrecedores com base nos documentos oficiais do Exército Brasileiro:

Em março, no calor das demandas pelo impeachment e percebendo que para ela não haveria chances, Dilma e seus conselheiros pretenderam declarar “Estado de Defesa”, um dispositivo constitucional, previsto na Carta Magna, para suspender determinadas garantias do cidadão, conforme artigo 136 da Constituição. Em razão de o País estar sendo ameaçado em suas instituições, seu território, sua economia, etc., é uma prerrogativa do presidente da República baixa decreto de Estado de Defesa, ou de Sítio.

Nesse caso, as Forças Armadas vão para as ruas, há o toque de recolher, ninguém entra ou sai das cidades sem passar pela revista pessoal e do carro ou do ônibus ou caminhão ou avião ou barco.

O que houve quando em surdina de preparava o golpe? O comandante do Exército, general Vilas Boas, chamou para Brasília os comandantes das regiões militares do Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro Oeste e, juntos, foram ao ministro Aldo Rebelo para dizer alto e bom som: “ordem absurda não cumpriremos e prenderemos quem for o autor da ordem absurda”.

O PT recuou de sua intenção de implantar uma ditadura comunista e o processo de impeachment teve continuidade, como sabemos, com o afastamento da presidente e de seus ministros.

E então fica claro, a história de GOLPE está mal contada. O que houve, na realidade, foi um CONTRAGOLPE. É disso que o comando petista tem mágoa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Quem é a favor do aborto...




Pode estar a favor de mais coisas

Está voltando a campanha de algumas mulheres pela aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei do Aborto.

Só para lembrar aos prezados leitores, a lei existente já permite à mulher submeter-se legalmente à prática do aborto executado por equipe médica, neste caso, de estupro de vulnerável. O juiz verificará se nas condições deste caso e deste processo judicial aquela mulher não desejava manter relações sexuais com aquele homem e, portanto, não desejava correr o risco de engravidar e, portanto, pode livrar do “problema”. Neste caso, e também em se tratando de gravidez de risco para a mãe e/ou do nascituro, e somente nestes casos, o abordo está protegido por lei e pode ser executado sem ser crime perante das leis brasileiras.

Fora disso é crime.

Mas, há um movimento de mulheres pressionando o Congresso para que a lei seja ampliada e preveja qualquer aborto. “Engravidei, não quero ter este filho, tira-o”. Melhor dizendo: assassina-o. E o que é o pior, assassina alguém que não pode se defender. Chega alguém a mando de minha mãe e me retira do útero e me joga num cesto de lixo ou no ralo de algum esgoto.

Olha, gente, isso é muito grave. Quem for a favor do aborto, qualquer aborto, mesmo aqueles previstos na lei, pode também ser a favor do suicídio, da pena de morte, do abandono de menores ou de velhos.

O que mais dói é saber que muitas dessas mulheres que batem pé à frente do Congresso Nacional pedindo a ampliação da lei do aborto, são defensoras dos animais. Será que quereriam também que as cadelas abortassem?

Platão, em sua obra a República, já dizia que o mundo derrocaria quando os filhos não respeitassem seus pais e professores e quando os animais tivessem mais importância que os humanos. E agora podemos acrescentar: quando os pais não respeitam a vida de seus filhos.

Para os estudiosos da espiritualidade, a concepção nas trompas da mãe já é a vida de um próximo ser humano. E o seu nascimento se dá ali por necessidade espiritual para o filho, para a mãe, para o pai e para os irmãos.

Então há que firmar posição quanto isso. A mulher não quer engravidar, mesmo, não faça sexo. Tem medo de ser estuprada, se cuide. Foi estuprada? Procure a delegacia, lavre um BO e entre com o processo. Se tiver que tirar a vida de um filho que é rejeitado, ao menos, não seja criminosa perante os homens, pois perante a Lei de Deus já está em culpa.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Os iluministas do inferno


Iluminar apagando as luzes?

O mundo ocidental enfrentava sua segunda pior crise existencial ali em torno do século XVIII. A primeira tinha sido o racha da igreja.

A continuada sede de poder da Igreja Romana ao substituir ao Império Romano, que falira, permanecia levando papas, bispos e padres a um excessivo controle sobre as atividades humanas. A inquisição é um retrato disso. Levando os acusados de heresia – ser do contra - a um tribunal religioso, a igreja mandava-os queimar em praça pública. Quantos foram executados? Nunca se saberá, apesar de haver estatísticas que falam de até 100 milhões, o que certamente é um absurdo.

O Iluminismo nasceu daí, do grito de rebeldia da intelectualidade europeia contra os desmandos e exigências do clero e dos reis. Já tinha havido o racha provocado pelos protestantes e agora, através dos mais célebres intelectuais europeus tinha início o tempo de luzes. Immanuel Kant assim se expressou sobre aquele movimento:

"O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do iluminismo".

Atenção leitor! A destutelagem (se assim podemos pensar e escrever) trouxe consigo uma aversão ao dominador intelectual, que era religioso (e cristão, no nome) e tinha o apoio dos monarcas, cometeu uma barbaridade com a alma das pessoas. Virou-se contra tudo o que era sagrado e com certa aversão ao poder do dinheiro. Assim Deus ficou de fora do Iluminismo. Como o capitalismo selvagem também servia aos interesses do Papa, esse mesmo Iluminismo abriu caminho ao marxismo, também ateu. Novo golpe ao sagrado humano.

Tudo mais não precisa ser dito. Nós crescemos muito em muitos setores da vida intelectual, econômica, política, mas chafurdamos em termos religiosos ao afastar o sagrado e ao fazer com que as pessoas não tivessem a menor noção do que será de sua alma. Batemos no muro. O terrorismo, a violência urbana, a ladroeira, as drogas, tudo pode debitado à falta de educação religiosa, aquela que prepara as pessoas para o após féretro.

E a França, que foi a capital das luzes e sede do ateísmo, tem em seu seio o caldo fundamental para fazer e sofrer terrorismo.

Finalizo acreditando que o Iluminismo iluminou apagando as luzes da espiritualidade. Iluminou com as chamas do inferno? E agora?

Minhas posições podem antever contrariedade em relação ao Iluminismo. Não é isso. Lamento o seu ateísmo. O iluminismo exerceu vasta influência sobre a vida política e intelectual da maior parte dos países ocidentais. A época do iluminismo foi marcada por transformações políticas tais como a criação e consolidação de estados-nação, a expansão de direitos civis e a redução da influência de instituições hierárquicas como a nobreza e a igreja.

O iluminismo forneceu boa parte do fermento intelectual de eventos políticos que se revelariam de extrema importância para a constituição do mundo moderno, tais como a Revolução Francesa, a Constituição polaca de 1791, a Revolução Dezembrista na Rússia, em 1825, o movimento de independência na Grécia e nos Balcãs, bem como, naturalmente, os diversos movimentos de emancipação nacional ocorridos no continente americano a partir de 1776.

Muitos autores associam ao ideário iluminista o surgimento das principais correntes de pensamento que caracterizariam o século XIX, a saber, liberalismo, socialismo e socialdemocracia.

Mas, faltou Deus ao Iluminismo. Ressalvo os Estados Unidos, onde os pais daquela pátria conseguiram associar o pensamento iluminista a um deus protestante.