quinta-feira, 30 de junho de 2016

Eu sei, eu sei, não é o ideal



Mas, vamos trazer a Dilma de volta?

Pois então, não é esse o cheiro que está no ar? A menina não fez nada de grave, nem governou. Então, senhores senadores, votem pela sua volta. O Brasil merece!

Ai, ai, ai, são os sons que vêm do íntimo de alguém que recebeu um chute no baixo ventre. Dói, dói muito. Nocauteia. Tira o fôlego.

A Dilma de volta??? Voltam todos...

Tira os tubos!!!! – falava o Jô Soares antes de ser do PT, no seu programa Viva o Gordo, sempre que o paciente terminal de uma UTI recebia uma má notícia: tira os tubos, quero morrer.

O Brasil está na UTI graças à sacanagem de uma gang de poder (e não estou falando só de Dilma, não), que desgraçou nossa Pátria hoje sem educação, sem saúde, sem segurança, sem transporte, transformado num paisinho de terceira categoria em que o dinheiro do contribuinte não é de ninguém e onde milhares, quem sabe milhões de espertalhões, metem a mão no cofre e levam sua parte.

Coitados daqueles empresários que acordam cedo, trabalham 14 horas por dia, pagam suas obrigações com salários, taxas, impostos, contribuições...

Coitados daqueles trabalhadores que madrugam para pegar um latão lotado com destino ao seu trabalho, dão duro, retornam cansados, ligam a tevê e assistem de cabelo em pé o noticiário de Brasília.

Qual é o futuro do empresário, do trabalhador, da criança, do aposentado?

Esses filhos da mãe melaram tudo. E ainda têm a cara de pau de desmentir, de não assumir, de querer escapar.

Essa cachorrada tirou o leite da boca das crianças, matou o velho sem assistência, superfaturou obras que nem foram acabadas. Nos deram uma Copa em que o Brasil foi desmoralizado. Virá outro episódio grave em algumas semanas, a Olimpíada.

Essa cachorrada arrumou benefício com o dinheiro público para um monte de safados sem necessidade, enquanto a maioria está na miséria, incluídos na classe média por discurso presidencial.

A ladroeira, a mentira, a cachorrice virou regra no mundo político e no mundo que negociou com os políticos.

Se fosse lá no Japão estariam mortos por suicídio.

Ora, eu sei e tu também sabes, Temer não é o ideal. O cara foi vice dela, fez tudo para a eleição dela, mas onde está a solução? Na volta da Dilma? Na entrega da presidência ao Waldir Maranhão? Na volta dos militares? Uma nova eleição? Quem seriam os candidatos? Quem ganharia?

Só o que eu quero com este desabafo é que você não fique só na leitura, só na indignação...

Tira a bunda da poltrona e vai à luta meu irmão. O Brasil que é seu e meu não é isso. Essa cachorrada o transformou, mas nós temos de recuperar isso.

Faça a sua parte.   

domingo, 26 de junho de 2016

O egoísmo voltou


União Europeia paga um alto preço

A mídia ocidental fala pouco, a repercussão é tímida, a verdade é escamoteada.

Esta é a sensação das pessoas que têm uma leitura mais refinada sobre as questões que levam o Reino Unido Inglês, dividido, propor outra divisão ao sair do bloco econômico liderado pela moeda Euro, chamada União Europeia.

O primeiro ponto da questão foi a não adesão britânica ao Euro moeda, mantendo a Libra Esterlina em circulação.

O segundo ponto da questão foi a cultura inglesa, uma das mais dominadoras, diga-se egoísta, da história ocidental.

Juntos, Grã Bretanha, França, Portugal, Espanha e Holanda dominaram mais de 60% dos territórios onde hoje se encontram os cerca de 100 países pobres que falam as línguas inglesa, francesa, portuguesa, espanhola e holandesa, e de sobre cujos territórios retiravam e ainda retiram importantes riquezas responsáveis por muito de suas histórias de riqueza, luxo, ostentação e soberba.

Os dois primeiros choques nestas já carcomidas estruturas de dominação vieram com as duas grandes guerras travadas num curto espaço de 30 anos por conta do egoísmo dos seus protagonistas, onde o contraveneno foi também o egoísmo alemão sob a batuta do seu líder, Adolf Hitler.

Assustadas, as principais nações envolvidas nos dois conflitos fundaram duas entidades de coalisão, uma para ser de todos, a ONU, e outra para ser apenas daqueles que queriam e fizeram a dominação sobre tudo mais, a OTAN – Organização das Nações do Atlântico Norte, os mais ricos, os mais tecnológicos, os mais bem armados, nunca obedecendo as determinações da ONU.

Os países secularmente dominados e espoliados pelos grandes da OTAN ficaram excluídos do processo de desenvolvimento e muito propensos a combater os efeitos dos grandes e, por isso, sempre muito próximos da ideologia comunista que, como se sabe, prega a ideologia do “nós contra eles” e a de que “eles são a nossa desgraça”. Nesse âmbito e reforçado por outras condicionantes prosperou e prospera o islamismo e o ateísmo marxista.

Não dá para prosseguir aqui nesta análise sem recordar que os países líderes economicamente, na Europa, são os mesmos que se afastaram da Igreja de Roma do século XVI em diante, através, entre outras razões, dos movimentos conhecidos como Renascença e Iluminismo, duas grandes ondas intelectuais anticatólicas, à margem das influências do Papa.

E também há que salvaguardar que o atraso ibérico precisa ser debitado, principalmente, a dois episódios: a dominação árabe por um milênio e a forte influência da Igreja Romana, como se sabe, à margem do iluminismo, que viajou nas asas do movimento religioso protestante.

A riqueza dos países protestantes era, também, um sintoma egoístico: o que é meu é somente meu e se você se distrair eu fico também com aquilo que você não pegou pra ti.

Por ene razões culturais, incluindo-se aí a religião, muitos países abriram a guarda e os mais expertos pegaram grandes fatias de suas riquezas, só percebidas muito mais tarde. Portugal e Espanha fizeram isso com suas colônias. Fizeram e não souberam aproveitar.

Os refugiados que hoje chegam aos milhares aos portos europeus são vítimas, antes, da dominação externa, mas, muito, também, vítimas dos seus governos locais. Faltou modernidade, faltou democracia, sobrou religião.

E antes de agora a Europa já estava recheada de estrangeiros vítimas dessas políticas citadas. São trabalhadores que chegam de muitos locais para ganhar a vida fazendo aquilo que os europeus já não fazem por que não querem ou por que não têm quem faça. Lá estão brasileiros aos milhares.

Quando a Grã Bretanha plebiscita a permanência ou não na União Europeia, muito mais olhando para a pobreza que atravessa o Mar Mediterrâneo, e o faz querendo escapar das responsabilidades que o coletivo vem assumindo meio a contragosto, esquece-se que a própria confederação bretã já não sobrevive sem os imigrantes. Talvez os Estados Unidos não sobrevivam sem os imigrantes. É uma espécie de reedição da escravidão, processo que esses países conhecem muito bem.

Milhares de bretãos deixaram de votar. Hoje estão arrependidos, porque seu país está saindo da União Europeia e isso vai doer.

A Grã Bretanha exerce o egoísmo em relação aos pobres que pedem asilo e exerce o egoísmo em relação à União Europeia. Começou a fazê-lo quando não aderiu ao Euro moeda.

Isso vai ter um preço. Vamos pagar para ver.

Toda a solidariedade humana que faltou ao longo de séculos vem faltar de novo agora. O modelo europeu de desenvolvimento exclui. O feudalismo excluía. E os excluídos, antigamente, emigravam para terras desconhecidas. O Brasil e as Américas receberam milhões de excluídos. Hoje os descendentes de excluídos estão retornando à Europa e aos Estados Unidos.

As levas emigrantes, sob a condição de refugiados, e mais gravemente forte, estão vindos dos países da Ásia e da África, notadamente do Oriente Médio.

Quem tiver uma solução para este barbarismo, que o diga.
Barak Obama tem dito que a solução tem de vir de dentro da região afetada e procura investir no avanço das lideranças locais. Pode estar certo, mas e o que fazer com a demora? A fome dos sírios, curdos, afegãos, iraquianos, nigerianos e tantos outros precisa ser aplacada hoje ainda.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Para ir pensando como eleitores que somos


Assim, sim. Assim também não.

O assunto é mulheres no poder político.

Toda a sociedade, incluindo-se aí a Justiça Eleitoral, clamam por maior número de mulheres na política: vereadoras, prefeitas, deputadas estaduais e federais, senadoras, governadoras, presidentes... Incluo, aí, também, maior número de mulheres nos tribunais de contas e nos colegiados da justiça.

Já dá para perceber que nos cursos superiores o maior contingente de matriculados são matriculadas, isto é, mulheres. Nas academias onde se trabalha e cultua o físico, o maior número de clientes é de mulheres. Elas estão ingressando nas polícias militares, nas forças armadas e ocupando cada vez mais espaços no mercado de trabalho.

Bom, muito bom. A mulher vem demonstrando qualidades superiores a dos homens para uma infinidade de funções. Mesmo as da política.

Não morre a esperança de que também sejam mais éticas.

Quem acompanha os trabalhos das Comissões Especiais do Impeachment na Câmara Federal e agora no Senado Federal, vê a desenvoltura até irritante de algumas parlamentares, como Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin. Elas estão nos seus papéis, exagerando, evidentemente, complicando a pauta daquela Comissão, enfrentando, não raro, o escárnio e mesmo o deboche de muitos colegas.

Quantas dessas tantas mulheres arrancam o aplauso e o reconhecimento da sociedade pelo desempenho de seus papéis em tantas frentes, uma das quais a da política. Quantas prefeitas, vereadoras, deputadas e senadoras vencedoras.

Talvez não se possa dizer a mesma coisa da senhora Dilma Rousseff, cuja ascensão ao cenário nacional e até internacional foi meteórica tanto quanto sua queda. Claro, escrevo este artigo entre seu afastamento do cargo e o seu julgamento final pelo Senado. Ela pode até retornar ao cargo de presidenta, mas não terá legitimidade para exercê-lo, não só pelo episódio do impeachment, mas pelo conjunto da sua obra incluindo o que o TSE protela para julgar, que é, ao que tudo indica, a monstruosa fraude montada para a obtenção de seu segundo mandato.

Mas, não é pelo fato de ser mulher que tudo isso vem à tona, ainda que alguns radicais tentem usar esse argumento. Muito pelo contrário, é de se lamentar que na primeira experiência brasileira de eleição de uma mulher para a presidência da República, tenha sido, justamente, essa mulher, a única responsável pelo demérito dessa experiência.

Quanto ao séquito feminino que a defende com veemência na comissão do impeachment, onde se destacam as já citadas senadoras Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin, entre outras e outros, não pega bem, não desce bem, não é aceitável esse jogo veemente, não, pelo menos, da senadora paranaense, cujo nome próprio e de seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo se encontram denunciados por irregularidades que teriam cometido.

Mas, como o jogo é o jogo, réus e advogados costumam fazer de tudo para escaparem da culpa ou para reduzirem a pena, o que não seria de estranhar em mais esses casos. É, novamente, de se lamentar, que mulheres guindadas ao poder se comportem como o pior dos homens e joguem dúvidas sobre ser melhor candidaturas femininas, já que nestes séculos de poder, no Brasil, os homens, maioria deles, jogaram muito mal.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Não precisamos morrer para renascer


Mais uma morte do Brasil

Introdução

É, pois, um absurdo pensar que o Brasil pode ter morrido e que voltará a morrer, mas a verdade é uma só e na maioria das vezes a verdade dói: morrer fazer parte do renascer, do recomeçar.

Toda a natureza nos dá mostras da morte e da reciclagem.

Morrer, como um dos estágios da vida, parece ser algo normal. Todos morreremos ao menos é o que se tem fundamentado. É assim que tem de ser entendido. Mas, a questão é que temos pavor da morte e, ao mesmo tempo, fugimos da vida. Em direção da morte. Escrevo isso sobre o ser humano em outro blog (Maioridade Espiritual).

Mas, aqui, o morto e ressuscitado é o Brasil.

Não há nada de absurdo falar das mortes do Brasil.

Continue lendo e você verá...

Uma morte aparente a cada experiência

Cada um de nós é incapaz de avaliar os reinícios como uma morte do Ser velho e um nascimento do Ser novo. Mas, é isso mesmo que acontece conosco. E aconteceu com o Brasil uma meia-dúzia de vezes. Este processo é chamado de iniciação, reiniciação, retomada, renascimento, recomeço. Isso se dá quando nos damos conta que as coisas mudaram, que a fila andou e que nós também temos de mudar, andar, transmutar, transformar, transnascer.

Com os humanos, nascer é a morte do feto e o nascimento da criança; desmamar idem; ir à escola pela primeira vez também; a descoberta do sexo, com certeza; a primeira menstruação, idem; e aí vamos aduzindo e acrescentando o serviço militar, a faculdade, o casamento, a formatura, a maternidade/paternidade, etc. etc., não acaba nunca, nem mesmo com a morte do corpo, pois aí renasce o espírito outra vez.  

E com o país, como será?

Os países, as pátrias, não existem sem a gente, sem a nação. A sorte de um país é a sorte do seu povo. A desgraça de um povo é a desgraça do país. A transição de um modelo de poder para outro é a transição do povo para os efeitos de um sistema de poder.

Costuma-se repetir o que diz na Constituição: todo poder emana do povo e em seu nome é exercido. Uma monstruosa mentira, em se tratando do Brasil que conheço. Temos uma democracia de voto, mas o povo não escolhe os candidatos, são os partidos que os indicam e os ensinam a iludir o povo para receber o sufrágio ou os ensinam a comprar os sufrágios. Naquilo que se diz emanar do povo, na verdade é o que emana das urnas: o referendo ao que já foi ditatorialmente imposto.

No caso da presidência da república nos Estados Unidos da América, apesar de outros senões, a escolha dos candidatos vem debaixo para cima. Aqui no Brasil, não.

O que vai mudar em termos de cidadania

Hoje, talvez você sinta nojo ao acompanhar os noticiários brasileiros, da FIFA, do estado islâmico e de outros. Talvez você não tenha se dado conta que os réus dos processos possam estar entre aqueles em quem nós votamos ou pertençam ao partido que apoiamos. Não dá mais para ouvir de ninguém que lá naquela sigla tem quem não se corrompeu e, portanto, temos que deixar como está porque as coisas são assim mesmo.

O modelo está errado e não adianta olhar para a Polícia Federal, para o juiz Sérgio Moro a espera de que eles façam a limpeza. O lugar menos sujo é aquele que menos sujamos. O político limpo é aquele que não se suja. O modelo tem de permitir ao cidadão conhecer o candidato e tem de garantir ao cidadão que o candidato não será um profissional do poder. Os partidos terão de ter programas claros e seus representantes têm de assumir isso sem trocar de sigla para garantir o poder. E sua eleição tem de se dar sem um caminhão de dinheiro.

Por que não somos apaixonados pelos partidos como somos pelos times? Simples, é porque o político não joga para nós, joga para ele. Temos de fazer esses caras jogarem para nós, legislarem para nós, defenderem bandeiras que são nossas.

Esta, então, será a morte do eleitor velho e o nascimento do eleitor novo, assim como o Brasil já morreu em 1889, quando trocou a monarquia pela república; em 1930, quando trocou a oligarquia da república “café com leite” pela ditadura de Vargas; em 1945, quando trocou a ditadura de Vargas pela frágil república do Rio de Janeiro; em 1964, quando trocou a ameaça comunista pelo regime militar; em 1982, quando sonhou com eleições diretas e desembocou num republicanismo não federativo; em 2016, quando descobriu a podridão dos poderes e agora está morrendo novamente. Nascerá um novo Brasil? Sim. Melhor ou pior que este que morre, não se sabe.

A morte desejada é do corrupto

Mas, a morte do corrupto não é a cadeia. Sabemos que a cadeia é falha como o é com os traficantes. Eles continuam mandando lá de dentro.

A morte da corrupção é a mudança do modelo eleitoral.

O corrupto que ocupa função pública ou privada onde são tratados interesses coletivos não faz mal apenas para os outros. Faz mal para ele próprio. Levará séculos depurando sua alma. Será que eles sabem disso?

E, nós, eleitores, temos de estar conscientes de que um mau voto, um voto leviano, irresponsável, impensado, por mera simpatia, é um voto tão nocivo quanto o daquele esperto que negocia seu voto embolsando vantagens imediatas ou futuras.

É com essa leviandade eleitoral que os candidatos se fartam.

Temos de pegar pesado contra o modelo eleitoral que aí está. Ele é a porta aberta da corrupção. Ela começa antes do candidato eleger-se. E apenas se consolida depois que ele assume.

A outra providência é minguar a verba federal. A maior fatia tem de ficar com o município e quase nada lá no federal. Assim, o Congresso, o Executivo e o Poder Judiciário terão que trabalhar legislando, propondo e julgando sem tocar no poder do dinheiro.

As obras de interesse intermunicipal seriam executadas por consórcios de municípios com a participação do Estado.

Precisamos discutir isso.

Assim temos de pensar

Veja o que escreve o médico Luiz Alberto da Silveira:

Sete bilhões de seres humanos estão irrequietos, inquietos com os caminhos possíveis no planeta. Barbárie, terror, morte, sofrimento e dor ocupam cada vez mais momentos em nossas vidas. Deixando-nos com medo, deixando-nos atônitos. O terror em Paris nos horrorizou. As razões para a migração nos enchem de angústias pelas dores visíveis incluindo mulheres, idosos e crianças. A Europa parece estar prestes a explodir. O Oriente já está explodindo em sufocos, morticínios e insegurança. A América do Norte encontra-se envolvida em guerras sem fim sob o argumento de que faz a guerra para garantir a paz. Irmãos explodem irmãos sem saber exatamente porque. Porque tantos déspotas conseguem produzir tantos sofrimentos? 


E o nosso Brasil? Pela foto do presente que filme podemos antever no futuro? Drogas e mortes consequentes, roubos, assaltos e medos que mais e mais nos assolam. Constituímos o Estado brasileiro em instituições que devem nos guardar e proteger, que devem gerar Ordem e Progresso, e para tanto pagamos tributos. Para termos conforto, evolução, paz e harmonia na direção de uma felicidade mais permanente. E o que estamos assistindo em nossa nação? Disputas, lutas, grupos armando-se, ameaças explícitas e veladas, severos riscos econômicos e sociais, insegurança de toda ordem. É fácil ver o final deste filme se o roteiro continuar o mesmo. Corremos o risco de ter a dor de um confronto civil, ou já estamos em confronto civil?


Homens e mulheres de bem, de amor e fraternidade, arregacem as mangas, entrem nesse filme, manifestem-se de todas as formas que puderem, arregimentem pessoas do bem, deem-se conta dos nossos riscos. Eles estão escancarando-se cada vez mais. Não admitamos mais "brigas" políticas cujo único intento é o poder. Exijamos o pensamento no bem-estar de todos, exijamos a decência, abominemos a retórica radical ideológica e o discurso fácil de sempre pagos por nós nos programas partidários de TV. Já está passando da hora e a hora tem que ser dos ideais de nossa nação.
Tudo o que nos sucede é consequência de nossas ações, individuais e coletivas. Tudo de bom ou ruim decorre de nós mesmos. Tentem ver o filme não somente a foto. Tomemos em nome do bem e da fraternidade as rédeas do nosso futuro. Nos comuniquemos neste sentido em larga escala. Ou estaremos submetidos às barbáries que estão cada vez mais intensas e próximas.



Bom fim de semana.

sábado, 4 de junho de 2016

Algumas verdades que não querem calar


Dois ou três brasileiros na esquina

Um dos brasileiros, o otimista, cumprimenta o amigo e sai logo dizendo: agora vai. Confirma-se o que o experiente político, ex-presidente José Sarney, disse sobre a Lava Jato. Ele sabe das coisas. Com a autoridade de seus 60 anos de vida pública, raposa velha, e um talento nato para resistir a tormentas, Sarney disse na conversa gravada pelo bombástico juruna Sérgio Machado que a delação premiada de executivos da Odebrecht provocaria um estrago digno de "uma metralhadora de ponto 100" (se referia ao calibre, 100 pontos de uma polegada, o que quer dizer balística com uma polegada de grossura).

A velha raposa externava o temor reinante na classe política com a possibilidade da revelação dos detalhes da contabilidade clandestina da maior empreiteira do país. Fazia coro com as autoridades empenhadas em melar a investigação do petrolão.

Mas, a operação abafa, como se sabe, fracassou.

A delação de diretores e funcionários da Odebrecht já está sendo feita e os seus efeitos se farão sentir. Não só ela como a colaboração do ex-­chefe da OAS, aquela empresa que fez a reforma do sítio que servia de refúgio para o ex-presidente Lula e também reformou o tríplex de Guarujá. Em vez de uma, são duas as metralhadoras engatilhadas, ambas com munição de sobra para permitir que a Lava-­Jato feche a lista de políticos beneficiados com propina e identifique a rede de comando do maior esquema de corrupção já investigado no país e no mundo. E ainda tem o Sérgio Machado que corre atrás com a navalha na mão.

O poder de fogo é ainda mais devastador, letal e definitivo do que imaginava o experiente Sarney.

Tudo vem abaixo. Não ficará pedra sobre pedra. Mais de 250 nomes de políticos e cúmplices de políticos irão parar na cadeia e o Brasil ficará livre dessa bandidagem.

O outro brasileiro, pessimista, que havia escutado pacientemente, retrucou: terminou? Ao que o otimista aduziu, não terminei ainda, mas o que você tem a dizer?

Tenho muito a dizer. Não sou ingênuo como você. Eu recordo dos anões do orçamento, que foram pilhados roubando, perderam o mandato e foram pra cadeia. Lembro do esquema do Collor. Alguns meses depois estava ele exibindo as sentenças anulatórias dos processos movidos contra ele. Lembro do mensalão. Alguns meses depois os condenados estavam em casa no regime de prisão aberta. Mesmo durante a Lava Jato havia réus ainda metendo a mão no dinheiro sujo.

Enquanto as campanhas políticas forem tão caras como são em nosso país, qualquer político tem tudo para corromper-se e assim manter-se no poder, eleição após eleição.

A poucos metros de distância estava um terceiro brasileiro, que pediu licença para entrar na conversa dos dois. Os dois aceitaram a intromissão e o terceiro brasileiro emitiu sua opinião.

A questão brasileira vai além do político, além das leis eleitorais e vai parar no caldo cultural que se alastrou entre os brasileiros: o jeitinho, a prática de furar a fila, o suborno do guarda, a mania de levar vantagem...

Sempre que ocorre um acidente com um caminhão carregado de algum produto, alimento, bebida, eletrodomésticos portáteis, o que vemos? Em questão de minutos os saqueadores levam tudo, esteja ou não esteja a carga no seguro. Quem faz isso? Todos quantos morem nas redondezas ou estejam passando pelo local. E a sonegação de impostos? E os dribles na lei seca? E os arremedos da declaração de renda?

O otimista e o pessimista ficaram meio boquiabertos enquanto o terceiro brasileiro enchia o peito e continuava.

Enquanto não acontecer uma revolução educacional, com boas escolas, bons professores e bem pagos, bons currículos escolares, capazes de formar as novas gerações, o Brasil não tem jeito. Os brasileiros, principalmente do futuro, carecem daquilo que maldosamente chamam de lavagem cerebral, esta, claro, no bom sentido.

Tenho dito. Passem bem.

Parece que a culpa é nossa


A vida vale muito pouco no Brasil

A cada um pouco um novo barbarismo criminoso ocupa a cena na mídia e nas redes sociais. Agora, há uma semana, o caso da garota que foi estuprada por 33 marmanjos, ao que consta, em vingança pelo fato de ela ter traído o namorado.

Caso sério e difícil de comentar porque a garota há muito tempo se encontrava com o namorado agora traído, assumia ficar com ele, a família dela não conhecia o rapaz e isso já fazia bastante tempo.

Coitada, dá a impressão que estou a dizer que o resultado esperado não poderia ser bom ou não poderia ser outro? Quase isso.

Quanta coisa que a gente faz sem perguntar: “onde isso vai dar?”

Esse é mais um caso nessa exata medida.

O sujeito não tinha ocupação definida, já tinha passagens pela polícia: traficante? Ladrão?

Coitada. É triste uma mulher precisar manter uma relação assim e mil vezes mais triste ainda acabar como acabou.

O brasileiro é isso? Ligações perigosas, por debaixo dos panos, por prazer, por dinheiro, por droga, por desvio de conduta?  

Não, o Brasil maior trabalha, dá duro, paga suas contas, paga imposto como ninguém neste mundo, não recebe quase nada em troca e toca pra frente. Pois, deveria parar e protestar. Somos muitos a bancar a conta de uma turminha que nem está aí para o caos que se instala.

O Brasil menor (em quantia de gente) é o da contravenção, da sacanagem.

Somos, infelizmente, um país sem uma política de segurança pública, as armas, munições e drogas entram pela fronteira Oeste todo dia equipando a bandidagem de forma muito superior às nossas polícias e nós nem aí.

Especialistas dizem que o Governo Federal não é protagonista no combate à criminalidade. Os presos condenados ficam ainda mais aptos dentro das cadeias. E nós nem aí.

Os talvez 10% de brasileiros que assaltam, devem e não pagam, matam, estupram, roubam, incluindo-se aí quase toda a classe política, estão a nos dizer: “estamos cagando e andando pra vocês”. “Somos bem assim e não adianta prender e aprisionar, nós continuamos mandando no pedaço. Vocês são uns bananas. Mostram isso a cada nova eleição. Vocês não são bandidos, mas votam em bandidos. Bem feito pra vocês”.

Alguns números

Há duas décadas as primeiras pesquisas de opinião identificaram que a segurança pública já era um dos temas que deveriam ser levados aos debates presidenciais no Brasil. Isso porque é um assunto que passou a preocupar os cidadãos diante do aumento das taxas de roubos e homicídios, da baixa resolução dos crimes e do consequente aumento da sensação de insegurança.

Naquela época, a taxa de homicídios era de 20,2 para cada grupo de 100.000 habitantes. Ou seja, a cada dia 83 pessoas eram assassinadas no país. Depois de dois governos tucanos (Fernando Henrique Cardoso – 1995 a 2002) e quase três petistas (Lula da Silva – 2003 a 2010 e Dilma Rousseff – 2011 a 2016) a taxa saltou para 29 mortes por cada grupo de 100 mil, o que quer dizer 154 assassinatos acontecem por dia. Isso é mais que a guerra da Síria.

Com exceção dessa elevação, pouco parece ter mudado, segundo analistas e conforme os mais recentes levantamentos feitos a esse respeito. Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no início do mês passado mostrou que 25% dos brasileiros dizem que o problema que mais aflige é a segurança pública. Só a saúde tem um índice maior, 32%.

Casos recentes de assassinatos, como uma chacina em janeiro no interior de São Paulo ou a rebelião em uma penitenciária do Paraná, só reforçam essa percepção negativa que atinge governadores, prefeitos e o presidente da vez, seja qual for. “Para os cidadãos não importa se a lei diz que a responsabilidade pela segurança pública é do Estado ou de quem. Para eles, todos são responsáveis e, de certa maneira, eles têm razão”, ponderou o coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília, Arthur Trindade Costa.

Pesquisador do tema há quase vinte anos, Arthur Trindade Costa, professor da UNB, diz que as ações precisariam de uma integração maior entre todos os entes e esse protagonismo deveria ser da União. “Até agora, o governo federal se mostrou muito tímido na tarefa de induzir reformas e em buscar instrumentos que melhorem a segurança”, avalia.

O que chama a atenção é a falta de continuidade de projetos nas trocas de governos. Um exemplo é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), criado na gestão Lula, mantido nos primeiros anos de Rousseff, e extinto por ela mesma na segunda parte de seu mandato em troca do projeto Brasil Mais Seguro.

“Em muitos casos a participação do governo federal se resume em comprar viaturas e oferecer treinamento para os policiais. Isso não é uma política de segurança”, diz o sociólogo José Luiz Ratton, professor da Universidade Federal de Pernambuco e um dos idealizadores do Pacto Pela Vida, projeto do governo pernambucano que reduziu os homicídios em quase 60% em sete anos.

A falta de transparência na divulgação dos dados é outro fator que dificulta a criação de um plano nacional de segurança e de qualquer outro planejamento. Países como os Estados Unidos ou o Canadá produzem há quase um século anuários estatísticos detalhando onde ocorreram os principais crimes. O governo brasileiro nunca fez por si só nada parecido. Ao invés disso, financia alguns projetos específicos, como o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ou Mapa da Violência. São iniciativas importantes, mas sem o carimbo direto da União.

Sem informação, o índice de esclarecimento de crimes se reduz. Isso sem contar a falta de estrutura que influencia diretamente nesse quesito também. O estudo “Investigação sobre homicídios no Brasil”, lançado em maio de 2013, mostra que dependendo do Estado menos de 15% dos casos são solucionados. Um dos problemas é a falta de estrutura. Em algumas cidades do entorno do Distrito Federal, por exemplo, há quatro policiais para esclarecer qualquer crime. “Para se solucionar um homicídio, o ideal é que o policial esteja no local do assassinato em menos de 24 horas depois do ocorrido. Mas com essa quantidade de pessoal, isso não é possível”, afirma o pesquisador Trindade Costa.

Outro empecilho é a falta de empenho dos governantes. “O papel do gestor de segurança é fundamental. Os casos brasileiros em que houve um avanço tiveram a participação direta dos secretários ou governadores. Isso deveria ser replicado nacionalmente”, pondera o pesquisador Bráulio Silva, do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais.

Nas últimas eleições o tema voltou a fazer parte dos programas de governo dos principais candidatos. As equipes das campanhas do PSDB, de Aécio Neves, e do PSB, de Marina Silva, já deixaram claro que vão tentar repetir as ações que seus partidos tomaram em dois Estados que governaram, Minas Gerais e Pernambuco. Já o PT, com Dilma Rousseff, não manteve a política de financiamento eventual dos Estados. Fez quase nada.

Para o sociólogo Pedro Bodê de Moraes, da Universidade Federal do Paraná, sem uma política de segurança que privilegie a redução principalmente dos homicídios, o Governo vai passar um duro recado à sociedade: “A vida vale muito pouco no Brasil”.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Comparando Lula a Hitler




Um avatar que fracassou



É interessante olhar para a História Humana e identificar nela homens e mulheres que fizeram a diferença como heróis, bem como identificar outros tantos e outras tantas que tiveram tudo à mão e chafurdaram como vilões.



Numa rápida análise, voltamos ao ano de 1934 e lá iremos encontrar um baixinho conversador, carismático, membro do Partido Nacional Socialista, que assume como primeiro-ministro e encanta a Alemanha e boa parte do mundo com suas ideias e propostas.



Mas, chafurda. Com muita sede ao pote, quer que seu governo domine setores que normalmente não se deixam dominar. Levou a Alemanha à II Grande Guerra, destruiu a Alemanha e esta nunca mais voltará a falar em nacionalismo e socialismo, não, ao menos, com aquele arroubo do senhor Adolf Hitler.



Como fica o capital espiritual deste senhor?



Por que será que a conjuntura política, econômica, social, intelectual, espiritual coloca sobre o caminho de determinados povos pessoas como Hitler, Fidel Castro, Hugo Chávez, Lula, Nicolas Maduro?



Examinando as condições em que alguém emerge para um cargo de imensas responsabilidades como é o comando de uma nação, tem-se a vaga ideia da dimensão do imenso trabalho da espiritualidade para criar as condições para isso, normalmente apostando no talento daquela liderança.



Bem, você deve estar questionando: por que Lula foi apontado como o avatar brasileiro e, agora, o que se poderia dizer desse senhor?



É claro que não se pode aceitar com frieza de alma que as condições tenham sido criadas propositalmente para chegar aonde chegaram. Mas, se fosse o contrário? Se isso tivesse de ser o carma da nação?



A Alemanha seria hoje a potência que é se não tivesse sido destruída na guerra? E o Japão que vem na mesma esteira? Não se iluda com a China de Mao Tse Tung, sua revolução e as condições que hoje tem. A China é um barril de explosivos. Mas, passará por sobre o regime que tem e será um super Japão no futuro. De certa forma já é.



E o Brasil? As condições, a conjuntura política, econômica, social, intelectual, espiritual que confluíram e o operário nordestino, quase analfabeto (e orgulhoso disso) vence e assume a presidência de um país espiritualizado como o Brasil. Faz o segundo mandato, traz para a frente de visibilidade sua protegida, Dilma Rousseff, que faz seu segundo mandato, enquanto Lula pensava no seu terceiro e quarto mandatos. Seriam 24 anos de lulismo, nem tanto como foi a proposta nacionalista socialista de Hitler, mas muito mais intensa, com uma proposta comunista, ao estilo Fidel Castro e Mao Tse Tung. E não apenas com relação ao Brasil. Haviam outros povos na mira comunista desses megalomaníacos aprendizes dos métodos de Hitler.



O avatar poderia ter transformado as velhas e carcomidas estruturas de poder, herdadas de uma república de coronéis civis e coronéis fardados. Quem sabe teria convocado uma constituinte com poderes de alterar leis que hoje protegem traficantes, ladrões de todos os quilates; que permite o contrabando de armas, munições, aves, mulheres; que submete às condições desumanas imensas populações que se atolam no lodo do esgoto a céu aberto; que permite a derrubada contínua de árvores de nossa Amazônia; que deixa morrer milhares de crianças e idosos nas filas do SUS; que tira da escola a oportunidade de formar cidadãos e entrega as crianças ao descaminho do desrespeito, da provocação, da desobediência.



Vivemos hoje um momento ímpar: o cidadão proprietário, contribuinte, tem medo de sair à rua, precisa se cuidar para não ser acusado de assédio moral, é olhado como réu da miséria urbana e rural, enquanto uma multidão jamais vista neste país se encosta na ajuda indigna que o governo distribui, não para emancipar os beneficiados, mas para obrigá-los a comparecerem aos eventos da CUT, do MST, do PT, e às urnas em dia de eleição, fustigados por uma militância, na verdade, uma milícia a serviço do Plano Maior.



O avatar fracassado está a um passo de ser preso e se apresentará como vítima, um cristo crucificado.



Sua protegida, na condição de mulher acendeu as esperanças de que pela primeira vez a nossa pátria “educadora” poderia ter uma professora no seu comando. Nada direi sobre ela. Os acontecimentos atuais e futuros escreverão sua história.  



Posso parar?



Não devo parar, não enquanto essa história não der por finalizada a saga dos aprendizes do método hitleriano. A sorte das populações argentinas, uruguaias, bolivianas, venezuelanas, brasileiras e outras mais incluídas no mapa comunista, é que, apesar das patacoadas ameaçadoras de luta armada, os aprendizes de Hitler não chegarão à guerra. Mas, a destruição quase equivale a uma guerra.



Não gostaria de estar na pele dos aprendizes de Hitler, e nem do próprio, em se tratando de ajuste de contas com a espiritualidade. Chegar ao comando de uma nação e chafurdar aporcalhadamente como chafurdaram, cria um karma que se multiplica pelo número de pessoas traídas em suas esperanças e castradas nas suas oportunidades.

Deus tenha piedade deles. Se é que pode haver piedade nos seus casos.



Até semana que vem.