E o jeito do Brasil tem de ser nosso
Eu gostaria de juntar aqueles que acampam em qualquer
lugar carregando bandeiras vermelhas, mais os que estão nas ruas procurando
emprego, mais os que estão morando nas ruas porque renunciaram seus lares, mais
os que estão nas filas dos postos de saúde e hospitais, inclusive os que estão
atrás da vacina salvadora, mais aqueles que você sabe que estão à deriva por
qualquer razão... Quantos são?
Ah, ia esquecendo daqueles que já não vão às ruas
porque estão com fome, não têm calçado nem roupa decente, exatamente aqueles
que com ou sem bolsa família ficaram mais numerosos desde o ano 2000, apesar da
falácia poliqueira do “aumento de brasileiros integrados à classe média”.
Aqueles concidadãos que raciocinam e calculam que 2022
será pior que 2018, devem estar pensando que toda a classe política deveria
passar pelo tribunal e receber um 3x0, três a zero não, 150 milhões a zero.
O senhor Lula aparece como o ícone dessa barbárie em que
se transformou o serviço público: não tem dinheiro, não tem médico, não tem
enfermeiro, não tem remédio, não tem leitos, não tem vaga, não tem fiscal, não
tem policial, não tem cadeia, não tem ponte, não tem estrada, não tem escola,
não tem professor, não tem material escolar, não tem vergonha, nada mais tem,
mas a conta continua alta para o brasileiro pagar. A culpa, dizem, é da União,
mas é do Estado, mas é do Município, mas é do Distrito, mas é da Repartição, mas
é do Servidor, mas é NOSSA, BRASILEIROS.
Não tem mais ninguém protestando pela confirmação e
recrudescimento da pena de Lula, além daqueles de sempre, que perderão suas
mamatas com o barbudo fora do páreo (além, é claro, de outras situações para as
quais não tenho explicação, mas vejo gente esclarecida chorando de amores pelo
pilantra traidor da Pátria).
É claro que dói para qualquer cidadão brasileiro
passar pelo vexame mundial de ver o seu presidente na cadeia, tenha votado nele
ou não. O que pensam de nós os cidadãos do mundo? Quem somos nós que temos a
capacidade de eleger um ladrão? Seria, em certo grau, a emoção de uma criança
ao ver seu pai sendo preso por ladrão?
Sai dessa, Brasil. Você pode.
A conscientização tem de começar na sua casa, no seu
vizinho, na rua, no boteco, sem partidarismo burro, com patriotismo lógico.
Você sabe ou deveria saber que os partidos viraram
objeto na mão de empresários corruptores e assim chegamos aonde chegamos.
Pequeno, médio, grande partido, tudo igual. As eleições não eram preferência
dos eleitores, eram compradas com elevadíssimos investimentos que depois tinham
de retornar. Pergunte ao seu vereador quanto custou a sua eleição e tire as
conclusões.
Essa sacanagem com a democracia tem de acabar.
E você sabe disso. Se não sabe, desculpe, paro por
aqui.