segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Como se resolve isso?


Os federais são mais de 2 milhões, custam 277 bilhões e estão em lugar nenhum

Essas notícias realmente derrubam no chão qualquer esperança de recuperação da nossa economia. Os dados são sempre escamoteados e qualquer cidadão fica sem argumento na hora de protestar. Mas, vez por outra, por alguma fresta do poder ficamos sabendo: foram gastos R$ 277 bilhões pela União com o pagamento de funcionários em 2016, o equivalente a 38% da receita líquida da União, ou seja, o que ela arrecada com tributos e outras fontes descontado o que ela transfere para estados e municípios. O dinheiro serve para pagar os 2,2 milhões de servidores públicos, sendo 1,2 milhão de ativos, 579 mil aposentados e 399 mil pensionistas.

Na média cada um recebe um pouco mais de 10 mil reais/mês.

Mas, aí não estão os Correios, a Petrobrás e subsidiárias, a Caixa, o Banco do Brasil, o BNDES, a Eletrobrás, a Eletrosul, a Eletronorte e todas as hidrelétricas mistas do sistema, pois são empresas e os trabalhadores recebem sob regime de CLT.

Não temos os números de quantos trabalham para a máquina federal.

Mas, sabemos que quando você reclama maior fiscalização ambiental, vem a notícia: são 3 fiscais para cuidar do equivalente a 10% do território nacional. Quando você reclama pela entrada de armas contrabandeadas nas fronteiras, vem a notícia: são 12 mil quilômetros de fronteiras e temos apenas 240 policiais federais escalados para isso. Quando você reclama que o excesso de peso nas estradas rebenta com o asfalto, vem a notícias: as balanças para pesar os caminhões estão desativadas porque não tem funcionários para operá-las.

Bem, eu paro por aqui, mas o leitor sabe que a lista de serviços deficitários por falta de pessoal é ainda muito maior. Já se disse que os únicos setores razoavelmente atendidos são a Receita Federal, a Polícia Federal em parte, e a Justiça Federal.

Moral da história: tem gente demais aonde não precisa e gente de menos aonde seria essencial.  

Onde está o brasileiro que poderia dar um jeito nisso?

quarta-feira, 8 de março de 2017

Cadê a liberdade?


O Brasil não tem democracia e nem mercado livre

Oficialmente, as investigações da Laja Jato e do TSE comprovam que a prática corrupta de campanhas bilionárias derruba o princípio basilar da democracia. O político não é eleito, ele compra sua eleição. O eleitor que vende seu voto não é vítima só daquele cabo eleitoral que o corrompe: ele continua ignorante e carente justamente porque o compromisso do político comprador de mandatos não é com a solução dos problemas da sociedade e sim com os seus interesses. As filas em postos de saúde e hospitais, creches e escolas de primeiro grau são explicadas desta forma. A violência das ruas é explicada desta forma.

E o eleitor bem intencionado que prima por seu voto é literalmente declarado um bobo da corte. Sua atitude serve para encobrir a sujeira que ocorre bem ao lado.

E o decantado livre mercado, cujo princípio basilar é a concorrência e a competição entre os mais capazes, desaparece também, pois as licitações são fabricadas mediante a falta de caráter dos empresários. A crise fiscal que assombra o poder central, responsável por 75% da arrecadação que vai ao Tesouro e depois volta aos Estados e Municípios, pode ser explicada pelos desvios de recursos e pela má gestão dos recursos que são investidos, melhor dizendo, enterrados em obras que não acabam e não são usadas.

Resumo da ópera: não temos democracia e nem livre mercado.

Não tenho o remédio. Tenho o diagnóstico.

Quero, evidentemente, que você tire algum tempinho em suas atividades para pensar e falar, falar com seus amigos a respeito disso.
Não espere que o sonho de um Brasil Grande, Rico e Respeitado se torne realidade caindo dos céus, vindo da cabeça de um salvador. Todos nós somos os criadores (ou não) da realidade que temos ou desejamos.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O cansaço chegou


Os políticos fracassaram



É uma sensação clara: o cansaço do povo que paga a conta chegou mais cedo do que se poderia pensar. E o cansaço dos que levavam vantagem com a política populista também chegou.

A hora da verdade não tarda nunca. Distribuir mais do que gera, abre o rombo que Temer não fechará, que Gean Loureiro não fechará.

Os estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e muitos outros, levarão anos para fechar as contas.

Aqueles que vinham recebendo muito ou pouco não se conformam, vão para as ruas, para a frente dos quartéis e nada. Não há milagre.

O Exército, tão combatido, está outra vez nas ruas, não para assumir o poder, mas para segurar o caos. Caos também havia em 1964.

A diferença é que agora os militares não querem o poder. Não são bobos.

Os populistas criaram a porcaria, que consertem.

Mas, não é assim.

São Paulo é um termômetro brasileiro.

Foi lá que o PT cresceu e chegou ao poder.

Antes, foi Jânio.

O modelo de roubalheira pública veio de São Paulo, com Maluf.

Agora, é Dória.

Daqui a pouco é Bolsonaro.

Onde isso vai parar?

Num governo cópia do Trump.

Esses caras vão dizer para os munícipes, co-estaduanos e patriotas: se não trabalhar não tem riqueza. Estado que distribui dinheiro tem de gerar dinheiro. Gerar sem distribuir é ruim. Distribuir sem gerar é ruim.

O povo que paga a conta está cansado.

Vamos ver o que vem em 2018.

Temer está morto.

Só não cai porque tem uma base parlamentar forte.
Bom domingo.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

COMECEM POR VOCÊS


ISSO MESMO, COMECEM POR VOCÊS

Esta manhã (11/02/2017) enviei aos três senadores de Santa Catarina a seguinte mensagem:

"Senador, o País exige dos brasileiros sacrifícios de toda ordem para superar as atuais dificuldades sem novamente jogar toda a conta exclusivamente sobre as costas dos contribuintes, do povo, dos aposentados atuais e futuros.

Nossa sugestão de grandeza ética: comecem por vocês.

Deem o exemplo cortando privilégios no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, no Ministério Público.

Assim vocês podem dirigir-se aos seus eleitores, à Nação, e pedir a nossa participação. Caso contrário, a Pátria de nossos sonhos vai virar um pandemônio maior do que já é.

Patriótica e eticamente, Homero M. Franco - Florianópolis, SC".

E venho pedir aos meus amigos e leitores, membros das redes de que participo a mesma iniciativa.

Entendo que esta é a hora em que, falido o poder público, não dá para ficar contemplando cortes de direitos apenas naqueles setores que obedecem às leis. Temos de começar naqueles que fazem as leis, naqueles que aplicam as leis, naqueles que fiscalizam a aplicação das leis. Assim, o povo entenderá que podemos suportar mais esta. Caso contrário, não sei o que virá. O Espírito Santo foi uma mostra.

Se você quiser ir além, no link a seguir você terá o endereço de todos os outros senadores.


Por que o Senado Federal? Por que ali estão os mais qualificados líderes do País.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Senhores, façam suas apostas


Temer vai a 2018?

Bem no comecinho do governo Temer após a interinidade, os sinais eram muito fracos, apesar da popularidade do presidente ainda ser razoável, do tipo assim, “o piloto sumiu, o avião está à deriva e um passageiro assumiu o manche e todos puderam respirar, enfim, aliviados e aplaudir”. Mas, vieram as denúncias. O ministério está bichado. A toda hora saem ministros e assessores acusados de coisa séria. O presidente é denunciado. A popularidade cai. O presidente amacia as tensões.

Além do mais, a campanha de 2014 foi uma barbaridade. A presidenta não só arrombou com as contas do país, como gastou horrores para garantir a reeleição e levar com ela o vice. E agora? O TSE caça a chapa Dilma-Temer ou caça apenas a cabeça da chapa?

Pelo sim, pelo não, Gilmar Mendes, que é o homem do TSE, viajou a Lisboa de carona com Temer. Um magistrado que tenha essa caneta nas mãos jamais faria isso: estar a bordo do avião presidencial, com as mordomias do voo, diante da possibilidade de bater o martelo naquele julgamento.

E então, pelo sim, pelo não, Temer vai a 2018 e passa a faixa ao sucessor eleito?

Analistas de fora, não filiados ao PMDB, nem ao PT, nem ao PSDB ou DEM, dizem que ele fica mais por falta de opção do que por convicção política ou jurídica.

A esquerda está exausta, o centro não tem alternativas e à direita falta representatividade. A dúvida, claro, permanece na atuação do TSE e do Judiciário a partir de agora. Mas, Mendes viajou tomando drinks com Temer. Até passou mal e nem foi ao enterro do Mário Soares.

De todo modo, esse tempo do governo Temer será um momento de baixa credibilidade institucional, apesar de isso ter mais a ver com membros das instituições do que com elas próprias. O Brasil é o Brasil. Até o passado é imprevisível. São poucos os países cujas instituições teriam resistido a uma enorme recessão, a uma inflação galopante, a um desemprego mortífero, um processo de impeachment, a prisão de um presidente do legislativo e quase a prisão do outro presidente da outra casa, tudo isso em poucos meses... Haja turbulência nesse voo.

Em qualquer lugar do mundo momentos de crise como estes tendem a colocar um estresse muito grande nas instituições, demonstrando mais claramente onde ficam os elos fracos. E no Brasil, os elos fracos são os homens. As instituições parecem resistir.

Mas, vem aí cobranças por reformas políticas, no processo de formação de coalizões e no do sistema eleitoral e até uma reforma do Judiciário. Com a Justiça mais célere e que providenciasse um tratamento mais igualitário aos políticos, será que o Brasil teria passado por todas as angústias de 2016?

Pelo sim, pelo não, Renan Calheiros faz jus ao seu nome, mantém na calha, encalhados todos os processos contra ele. Aliás, o Supremo Tribunal Federal faz isso há uma década. Por amor à Renan? Sem uma mudança mais profunda do Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal que se cuidem: suas ações podem se esvaziar.

Se Temer for a 2018, em que marcas ou legados ele será lembrado? Vejam, o Juscelino deixou Brasília, o Jânio deixou a renúncia, Jango deixou a baderna sindical, os militares deixaram o milagre brasileiro, Collor deixou a casa da dinda, Itamar deixou o real, Lula deixou a corrupção, Dilma deixou a falência. E Temer deixará o que?

Poderá deixar a Operação Lava Jato se é que ele seus compadres não estejam a tramar uma freada. Deixará a volta do neoliberalismo econômico? Vencerá a crise? Fará as reformas que estão badaladas?

Parece que não. O perfil Temer é contemporizador e assim ele será engolido pelas duas casas legislativas, fisiológicas, sem nenhum compromisso com a nação.

Se fracassar em todos os desafios, pobre Brasil. Corremos o risco de aventureiros mostrarem mais coragem que o atual presidente e podem querer bater na mesa. O pior é o que o povo vai aplaudir. Será que o piloto é frouxo? Pulou de paraquedas? Desmaiou? Se borrou?

O povo não saberá exatamente o que aplaude, mas vai aplaudir.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Políticos profissionais, cuidado


O povo está de saco cheio com vocês



O dia 14 de julho de 1789 ficou na história da democracia: resume uma década de agitação entre franceses decididos a colocar um basta num sistema de poder formado pela aristocracia, pelos militares e pelos religiosos.

O povo tomava as ruas e partia para os protestos e invasões de palácios, levando tudo pela frente.

Depois disso, povos do mundo todo aprenderam protestar e manifestar suas insatisfações com os governos de todas as ideologias.

Não é de hoje que os brasileiros, entre esses outros povos, vão às ruas para protestar, às vezes com quebra-quebra, mandando recados diretos aos políticos de um modo geral que integram os três poderes da República: “estamos de saco cheio com vocês”.

Temos a maior carga de tributos do mundo e a pior qualidade dos serviços públicos, mas os altos salários e os privilégios são exclusividades dos donos do poder.

Só para exemplificar as inúmeras razões que levam o povo a estar de saco cheio com os políticos, aí vão:

No meio da pior crise de inflação, recessão, desemprego e fechamento de empresas, queda do PIB, em nenhum momento se ouviu falar de reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos, carros, motoristas, 14º e 15º salários etc.) dos poderes da República; nem se fala de redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios; nem de acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços nababescos e outras libações, tudo à custa do povo; também não se fala de acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego; também não se fala em redução drástica da quantidade de vereadores, acabar com os salários de vereadores, diminuir os gastos das Câmaras Municipais e das Assembleias Estaduais; e por aí vai, pois não é do programa deles acabar com o financiamento aos partidos, que deveriam viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas atividades; também não acontece a redução de partidos para apenas cinco, o que seria mais que suficiente; também não se fala em acabar com a distribuição de carros a presidentes, assessores, diretores e outros figurões dos cargos superiores; e nada de acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias para servir às suas excelências, filhos e famílias e até ex mulheres e empregados; e o que dizer da renovação sistemática de frotas de carros oficiais; e por aí vamos todos nós pagando as contas, transferindo para o governo gastar bilhões de reais que são retirados de circulação para servir às benesses desse imenso sumidouro de dinheiro, chamado governo.

Já que esses nossos políticos e governantes não querem fazer as reformas de fato, não querem passar o Brasil a limpo, cabe a nós, povo esclarecido, fazer isto através da mobilização em massa e indo para as ruas (sem vandalismo, sem Black Blocks, que são contra a sociedade) manifestar a nossa insatisfação.

Eles estão pedindo que isso se torne uma prática democrática, pois nesta burra democracia que temos eles não nos representam. Se não nos representam, nós não precisamos mais deles, queremos trocá-los, queremos eleger outros em seus lugares e queremos mais, queremos que os novos eleitos não sejam carreiristas, não estejam como eles estão pensando sempre no próximo mandato.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Quantos massacres mais?


Pontos de vista sobre a insegurança

Uma Organização Criminosa pode se chamar PCC – Primeiro Comando da Capital, CV – Comando Vermelho, FDN – Família do Norte, ou pode ser uma sigla partidária como estas que a Lava Jato está revelando. Os chefões podem estar presos em Amazonas, no Acre, ou presos em Curitiba, ou soltos em Brasília.

Sinto muito, não me contive.

O objetivo de todas as organizações criminosas é o dinheiro e dinheiro fácil, quer dizer, abundante, ainda que temerário.

Não quero crer que eles desconheçam o perigo de serem pegos, processados, condenados, trancafiados, ainda que tenham seus meios de escapar pelo vão de alguma lei ou pelo vão dos dedos por onde passa o suborno do agente penitenciário – outro bandido pago pela sociedade.

O problema está na pena. O crime compensa. O cara faz o que faz, é condenado, tem mordomias no cárcere, comanda de lá os seus subordinados e brevemente estará em liberdade por este ou aquele jeito.

Quando é executado, como ocorreu em Manaus e Rio Branco a família é indenizada.

A sociedade está de saco cheio com tudo isso e por causa de tudo isso surgem as opiniões ouço, agora mesmo:

Opinião um – deixe que eles se matem entre eles, assim diminui a bandidagem e a despesa do Estado com sua manutenção na cadeia;

Opinião dois – eles aplicam a pena de morte, que o Estado não tem coragem de aplicar;

Opinião três – eles devem morrer de um ou outro jeito pois jamais serão recuperados;

Opinião quatro – o cara que corta a cabeça e arranca o coração de outro ser humano, é o que?

Opinião cinco – o Brasil está nas mãos dos bandidos sejam eles traficantes ou políticos;

Opinião seis – a Lava Jato deve investigar também o financiamento de campanha com dinheiro sujo do tráfico de drogas;

Opinião sete – (e última) de onde vem esta bestialidade assassina que estamos assistindo e, de certa forma, virando a cara?

Temos uma cultura muito violenta. Se colocar em plebiscito a pena de morte, ela passa. O Brasil cortou a cabeça de Tiradentes. Em Canudos houve degola em massa. No Contestado houve degola em massa. Na Revolução Federalista de 1893 houve degola em massa e execuções. Em Florianópolis houve fuzilamento em massa na mesma época.

Então, se um bandidinho do Papaquara (bairro de Florianópolis) atira no carro da turista de Novo Hamburgo-RS e a mata sem motivo algum, o leitor fica pensando, este bandidinho tem de ser morto também. O soldado da PM de SC que atirou em Ricardinho (surfista) pelas costas, se fosse pego pela população na hora e local do crime não teria sido condenado a 21 de anos de prisão, teria sido linchado até a morte.

Quem pagou indenização às viúvas de Canudos, aos herdeiros de Tiradentes, aos herdeiros do Contestado, da Federalista?

Minha família esteve exilada entre 1894 e 1915 por conta da Revolução Federalista. Vou pedir indenização.

O cidadão que tem cães ferozes, cerca elétrica, câmeras, muro alto, também tem de ser indenizado.

Para terminar uma informação e uma sugestão: nas ruas do Brasil morrem mais brasileiros executados um a um, dois a dois, do que nos massacres de Manaus e Rio Branco. Alguém se escandaliza com isso? Bandido mata bandido e às vezes bandido mata polícia e polícia mata bandido e os números são muito mais altos que os quase 100 desses dois massacres. Esses números da rua não escandalizam. Dessas indenizações ninguém fala. Dos pais de família que morrem nas estradas esburacadas, mal sinalizadas, ninguém trata da indenização. Sugestão: obrigar, por lei, todo preso condenado por tráfico de drogas fazer um seguro de vida e assinar uma declaração isentando o Estado de assistir sua família.  
O assunto não termina aqui.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Está tudo perdido ou quase


Não se ufane com o Brasil, a questão é gravíssima

Gosto muito das publicações d’O Antagonista, um site de notícias políticas e econômicas que, de repente, se vê obrigado a noticiar sobre polícia.

As próximas linhas são dele: “Não se iludam: a barbárie que ocorreu no presídio do Amazonas é resultado das barbaridades que são cometidas continuamente nos centros de poder político e econômico.

O Brasil é um país cuja cabeça foi cortada pelas organizações criminosas travestidas de partidos políticos e grandes empresas.

O Brasil é um país retalhado pela corrupção, pela ignorância, pela imoralidade, pela incompetência, pelo abandono, pela ferocidade.

Calem-se, ufanistas. Somos uma vergonha como nação”.

Sabe por que bandidinhos não ficam presos e por que os bandidões mandam desde o interior das cadeias? É porque o tráfico de drogas financia as campanhas de muitos deputados e senadores, o que redunda na não alteração dessa lei absurda que favorece e estimula a bandidagem.

Hoje, as polícias militares fecham acordo com os chefões do tráfico: nós não sobe o morro e vocês não incomodam nós. Quando estas regras são quebradas vem represálias.

O aumento estrondoso nos furtos e roubos está associado ao desemprego e à queda no consumo de maconha, craque e cocaína. As polícias não têm o menor interesse em deter os ladrões porque eles são levados à presença do juiz para a audiência prevista na lei criminal e de lá do fórum eles já saem em liberdade. Ora, se o policial tem dificuldade para se abastecer de munição, gasolina e outros equipamentos de última geração para o combate ao crime e se prender é sinônimo de soltar, a lógica está clara: evita de prender, pois isso vai dar em nada, mesmo.

O episódio do Amazonas é uma briga entre dois poderosos exércitos do crime e das drogas, a Família do Amazonas e o PCC, este último com sede em SP mas tomando conta do Brasil. Essa é a realidade de muitas cidades, de muitas polícias.

Temos milícias armadas até os dentes, tipo FARC (Colômbia) atuando em nossos bairros e substituindo os poderes públicos. Por isso a população não denuncia. Até porque denunciar pode representar a morte do denunciante. A tráfico paga contas dos moradores, arranja remédios, móveis, eletrodomésticos, celulares, computadores, quase tudo roubado, em troca do silêncio.

Estamos no mato sem cachorro, para usar aquela frase do caçador.

O que você faria para acabar com isso?

Bem, se você não sabe, deixa como está. Mas não se queixe que seu filho foi assaltado, sua filha foi estuprada... Deixa como está e na próxima eleição vota novamente nos mesmos.