Esse é o Brasil?
Olha bem, faz tempo que a gente ouve por aí, nas
esquinas, bares, cafés e restaurantes, que brasileiro não sabe votar e que por
isso essa corja de ladrões chegou ao poder e fez o que fez.
Naturalmente, a culpa é jogada em cima do povinho
iletrado, semi- analfabeto, que vende o voto por uma carga de brita ou pela
ligação irregular da luz ou da água em seu barraco, também irregular, na
favela.
Mas, veja bem, brasileiro contribuinte, consumidor,
eleitor: na Prainha, em Florianópolis, SC, há uma marina onde estacionam e são
conservados os barcos de uma multidão de milionários.
Não me interpretem mal. Não pertenço àquele time que
mete bronca nos ricos esperando chegar lá. Não faço como o Lula e o Collor, que
ganharam notoriedade condenando marajás e corruptos e foram exemplos daquilo
que condenavam.
A notícia da semana em Santa Catarina é o sumiço dos
iates da marina da Prainha. Motivo: a Lava Jato está vindo conferir a origem do
dinheiro que comprou iates de 15 milhões ou mais.
Olha bem: se o cidadão tem um iate de alto valor e não
pode provar a origem do dinheiro que pagou o preço do iate, começamos por descobrir
que o favelado que troca o voto por uma carga de brita ou pela ligação da água
que vai ser bebida pelos seus filhos ou pela luz que vai iluminar o seu barraco,
esse cara é nada no contexto da imensa podridão que grassa em nossa sociedade e
manda para os cargos mais importantes da República (legislativo, executivo e
judiciário) pessoas sem estatura moral para tanto.
A imensa maioria dos que pagam a conta não é podre.
Não é podre, mas não acorda.
É com esse despertar que o Brasil conta para sair do
buraco onde os cafajestes nos jogaram.
Reage Brasil.
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