sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Agora o tempo é de Trump


Estamos dentro de uma onda

Quem não se lembra das três ondas de Alvin Tofler? Só não lembra quem não leu “A Terceira Onda”. Bem, se você não leu, esse senhor previu com alguma antecedência a onda tecnológica que hoje chega às redes sociais e representam uma nova categoria de comunicação/interação entre as pessoas, fugindo um pouco da manipulação dos grandes veículos, mas baixando muito o nível.

Uma outra onda, agora, é patrocinada pela direita conservadora com o apoio de centenas de milhões de não conservadores de carteirinha, mas conservadores cacoete de cultura.

Explico: as esquerdas socialistas saíram em defesa dos pobres, dos negros, dos gays, dos índios, dos quilombolas, mas esqueceram de tirar o pé e acabaram apoiando menores infratores e bandidos, direitos humanos de bandidos cruéis, o aborto generalizado, criaram quotas para excluídos nas universidades, legalizaram a maconha, a Bolsa Família é mais um exemplo disso. Defenderam privilégios de castas burocráticas, bem ao estilo do comunismo marxista leninista trotskista.

Bem, para encurtar: foram longe demais frente a uma sociedade que abriga muitos ricos, ricos, remediados e pobres (também muito pobres), porém essa cultura acelerada na direção de alguns grupos sociais ainda não passa no filtro da maioria, digamos conservadora, mas muito moralista, ligada à propriedade privada por menor que possa ser: os eleitores de Tramp.

Milhões de pessoas, em todo o mundo, estão assustadas com as levas de refugiados que invadem a Europa, os Estados Unidos, o Brasil, alguns com causa natural, mas quase todos pelos erros da política maior.

Aí vieram as eleições argentinas, o impeachment da Dilma, a saída da Grã Bretanha da Zona do Euro, a breve futura queda do Maduro, a abertura de Cuba e muito mais.

E chegou a vez de Trump. Ele veio para trampear. Você conhecia este verbo? Trampear quer dizer atrapalhar. Vai haver chiadeira pelo mundo todo, mas o pêndulo teria de sair da Europa, onde as esquerdas já faliram porque distribuíram demais e a geração escasseou e acabou o gás. O pêndulo chegou aos Estados Unidos, nação mais importante, depois da China, que ainda não é isso, de fato, mas assume um capitalismo ditatorial e está à beira de se tornar o segundo melhor exemplo de progresso econômico. E sua marca é o trabalho, trabalho duro, 16 horas por dia. A esquerda socialista quer trabalhar 6 horas por dia e ganhar como se tivesse feito outro tanto de horas extras.

O pêndulo vai compensar. Trump é o veículo. É cedo para prever catástrofe. É cedo para prever maravilhas.

O cargueiro precisa se equilibrar no lombo da vida do planeta. Os ricos não querem perder e os miseráveis não querer morrer à míngua. A virtude está no meio.

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