quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Brasileiros, é conosco


A tristeza de um antigo eleitor

Meu primeiro voto elegeu Juscelino Kubitschek.

E concluo que nos últimos 90 anos de sua história, o meu país registra que apenas três presidentes eleitos concluíram seus mandatos.

Washington Luiz foi derrubado; Getúlio Vargas se suicidou; Jânio renunciou e seu vice (Jango) foi derrubado; Collor foi cassado; Dilma foi cassada. Então já dá para deduzir que JK, FHC e Lula foram os únicos três a concluir seu tempo de mandato. Os demais não foram eleitos pelo povo.

É muito pouco para se dizer que temos democracia, uma democracia fajuta.

Desde Pedro II temos corrupção escancarada no poder e todos nós tínhamos conhecimento, menos a imprensa, os servidores do poder corrupto e todo o sistema judicial capitaneado pelo eleitoral.

Pois, bem, a Lava Jato parece estar cumprindo um papel histórico que é da justiça, consegue trazer consigo uma boa parte da imprensa e agora os servidores, mas, principalmente, o povo brasileiro já decidiu dar um basta na ladroeira.

É pena que para chegar a isso foi preciso sucatear o governo e apodrecer os serviços públicos ainda que para manter a roubalheira e a imoralidade (também dos salários diretos e indiretos) tenhamos de contribuir com 35% do Produto Interno Bruto.

Vejo entristecido as guerras no Facebook muitas vezes colocando em choque pessoas que na realidade são amigas de longa data, um defendendo A  e acusando B, outra defendendo B e acusando A, enquanto nada, nada mesmo, é falado ou providenciado para corrigir os verdadeiros e cruciais males de nosso país.

Gente, vamos acordar. Precisamos discutir na Internet, a própria Internet, o sistema eleitoral, os partidos, os impostos, a remuneração de quem tem cargo público, a transparência, a educação, a segurança, a previdência, o foro privilegiado, a melhoria da ficha limpa, a tributação das igrejas e suas rádios e tevês, tanta coisa que virou privilégio de uns e cativeiro de outros. E não nos enganemos, se não vier debaixo para cima, jamais virá. Se depender de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores, presidentes, tudo ficará como está e piorará.   

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Dispenso a leitura dos ateus


Ateu não precisa ler isto aqui



O que vou escrever aqui não é para a leitura do ateu. O ateu não sabe o que fazer depois da morte, então nada teme do futuro.

Sei também que alguém rirá dizendo: “coisa sem pé nem cabeça”.

A obra psicografa por Chico Xavier e ditada pelo espírito de Humberto de Campos “Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, entrega ao nosso país uma rara destinação que os romanos imaginavam para Roma, que os franceses imaginavam para Paris, que os muçulmanos imaginavam para a Meca, que os judeus imaginavam para Jerusalém, que os incas imaginavam para Cusco/Macchu Picchu e que bem antes de tudo, os acadianos e sumérios imaginavam para a Babilônia: ser o centro do mundo.

O centro do mundo jamais poderia pertencer a um só povo e sim a todos eles.

E o Brasil é a pátria de todos, recebeu a todos, dá guarida a todos.

Para ser o Coração do Mundo, tem de ser amoroso. Andou se perdendo no fanatismo de esquerda e direita e permitiu o nascimento da cultura do “nós contra eles”, mas isso é firula. No fundo, queremos estar todos juntos, como estivemos em 1970 para levar a seleção ao tri. Depois disso nos dividiram e agora as massas começam a se aglutinar na ideia de que temos de dar um exemplo do mundo, ensinando o mundo que governo pode ser coisa séria, limpa, livre de corrupção.

Para isso, o Coração do Mundo e Pátria do Evangelho foi buscar um avatar em meio à pobreza, um Jesus nascido na manjedoura, a quem lhe deu um discurso imbatível de retidão, moral, ética, desejo de servir a quem nunca havia servido pelo poder.

E o cara chafurdou. Ao chafurdar irritou a todos aqueles que acreditaram na sua fala mentirosa, hipócrita, safada, condenável. E essa foi a mola que impulsionou milhões de brasileiros, mais de 100 milhões, na direção do “basta”.

Repito: ateu não precisa ler, não acreditará em nada do que escrevo.

Agora, a mídia internacional começa a dizer que o exemplo brasileiro de colocar na cadeia quem mentiu, fez falsa promessa, roubou, corrompeu e se corrompeu, é e deve ser entendido como um exemplo e uma lição ao mundo: governante tem de ser como pai de família, prover o seus por igual, como amor, responsabilidade, compromisso.

Claro, isso não será sentido agora em 18, nem daqui há 10 anos, mas começa agora.
Não sei quantos votos receberá esta ideia, mas nasceu, está viva na mente de quase todos os brasileiros e crescerá. Podem estar certos.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Antes que seja tarde


Cidadão Brasileiro, Acorda!

Estamos a poucos meses de uma das eleições mais importantes da nossa história. A democracia andando pelas tabelas, os serviços públicos abaixo da crítica, a classe política (Executivo e Legislativo) completamente desmoralizada, o judiciário sob pressão e gostando de escorregar numa ou outra decisão e ao que me parece empurrando tudo para outubro.

Mas, o Outubro Verde-Amarelo fica sob ameaça de omissão do cidadão.

A justiça que falta nas sentenças pode surgir das teclas da urna eletrônica. Mas não sejamos ingênuos: onde buscar candidatos de qualidade se os participantes de partidos políticos ali estão não para servir a coletividade, mas para negociar posições favoráveis? Nos partidos, seus filiados querem ou cargos ou mandatos, pouco importando quem será eleito ou como será eleito. E o cidadão bem-intencionado, que seria candidato de qualidade não tem filiação partidária e, a começar por isso, nunca será candidato.

Por trás dos partidos e dos candidatos estão os financiadores de campanha, como já foi demonstrado no bojo da Lava Jato. Você acha que eles se apagaram? Nunca. Pode saber que eles vão dar um jeitinho de injetar dinheiro cá ou acolá para ter “moral” de cobrar “recíproca”.

Enquanto o sistema eleitoral brasileiro permanecer como está não temos solução.

A mesma coisa ocorre com a Segurança. Não adianta as polícias capturarem bandidos enquanto cinco coisas não forem feitas: acabar com a liberalidade nas audiências de custódia; ter mais vagas seguras nas penitenciárias; acabar com os mandões do crime de dentro das cadeias; estancar a entrada de armas contrabandeadas; e atuar forte na redução do consumo de drogas.

E prestar atenção que tem chefões do tráfico financiando candidatos. Esse dinheiro entra e sai sem deixar rastros.

Outro ponto importante: nunca nação ou país algum saiu de uma crise sem um condutor confiável. Quem é, hoje, o brasileiro acima de suspeitas e popular, reconhecido, capaz de chamar para si o projeto de saída da crise?

Esse vazio só faz aumentar a responsabilidade do pai de família responsável, do empresário digno, do trabalhador honesto, do bom líder comunitário, enfim de todos quantos tenham algum poder de multiplicação do horizonte seguro.

A sua vez, a minha vez.