segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O fim de uma prática


A morte do PT precisa ser exemplo

Passado o primeiro turno das eleições municipais já se sabe quem cresceu e quem encolheu em termos de poder de voto. Nenhum partido perdeu tanto quanto o PT. Não era para menos. O partido se envolveu criminosamente com a corrupção e o povo não é bobo.

Ainda que possa existir uma minoria ativista que deliberadamente defende os líderes petistas e o fazem de uma maneira preocupante, os eleitores foram generosos com algumas candidaturas, como a de Eduardo Suplicy entre outras, mas no geral está inaugurada a morte da prática refinada pelo PT. Não é único. Outros grupos também fizeram jogo sujo. Mas a morte do PT deve servir de exemplo para todos os demais,

O eleitorado brasileiro disse o que quer. A diminuição de prefeitos do PT no Nordeste foi a menor, em termos porcentuais, entre as demais regiões. A maior perda entre as eleições de 2012 e 2016 foi no Centro-Oeste (-85,4%), seguido por Sudeste (-74,8%), Norte (-69,7%) e Sul (-56,6%). No País, a perda total foi de 59,5% (de 630 para 256 prefeitos). Esse cenário deve permanecer após o segundo turno, pois a sigla só disputa em sete cidades.
Não se iludam, a política brasileira não tem lugar mais lugar para Sarney, Barbalho, Calheiros, Lula, Dirceu. Não subestimem o povo. Foi dada a largada.

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