A indefinível Florianópolis
Faz tempo que a capital dos catarinenses surpreende
com seus resultados eleitorais. Em 2004, numa inusitada situação em que Dario
Berger saía de 8 anos de mandato na vizinha São José, venceu surpreendentemente
e se reelegeu surpreendentemente mesmo tendo contra si ações de que não poderia
concorrer três e quatro vezes continuamente ao mandato de prefeito. Mas, não
elegeu seu sucessor.
Em 2016, Gean Loureiro, candidato de Berger em 2012 derrotado,
consegue uma eleição apertada com apenas 1.153 votos de vantagem, mas tendo que
enfrentar outros 93.527 votos que não foram para ele porque são brancos, nulos
e abstenções, o que eleva para quase 55% dos florianopolitanos que não o querem
como prefeito ou não votaram em si.
Esse o recado para um candidato eleito que pega uma
prefeitura com 95 milhões de déficit e que para vencer prometeu fazer tudo o
que está faltando.
Ao final do seu primeiro ano certamente a chiadeira ai
ser enorme, ainda mais que levou consigo numa coligação 15 partidos e
certamente terá de fazer compensações que inflacionam ainda mais a despesa.
Prepare-se, Gean Marques Loureiro, em seu caminho tem
muita pedra. E algumas rochas de difícil ultrapassagem.
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