A
democracia do PT e de Dilma
Já
se disse que o brasileiro não sabe votar. Talvez não soubesse. Aprendeu. Veja
por que. O Brasil tem uma longa história de injustiças. Começamos por ser
povoados por prisioneiros egressos das masmorras portuguesas que, ao invés de
procurarem construir uma nova pátria para si, vieram para truncar, agredir,
enriquecer, estuprar. Recebemos por contingência de uma guerra nada relacionada
conosco, a coroa fugitiva, que, por consequência, mexeu demais na construção do
modelo de gestão pública da futura nação. Apressamos uma independência que
deveria ter vindo com a república e ficou centrada na monarquia. Fizemos
guerras que não eram nossas, principalmente contra o Paraguai, onde fomos
executores da desgraça de um país que, à época, era uma próspera economia no
continente. Mal ou bem derrubamos o imperador e entregamos a república aos
coronéis rurais que, com certeza, eram os mesmos que aguentavam o imperador
através das benesses do poder.
A
chamada primeira república foi toda centrada no voto de cabresto tendo os
coronéis rurais e dos quartéis a puxar a corda. Em 1954, depois de 14 anos de
ditadura, os militares acuados pelo vislumbre de comunismo ameaçador, começaram
a tomar do poder e deram apenas uma trégua com Juscelino e Jango, mas voltaram
com força total dez anos mais tarde, implantando uma dura e longa ditadura.
A
aparição de Lula e de um partido com reais raízes populares acenando com a
proposta de acabar com os privilégios dos mais fortes, levariam uma imensa
massa de eleitores a apostar no homem de Garanhuns.
Acontece
que o PT não fez jus às esperanças que o povo a ele transferia e os privilégios
condenados se reverteram a favor daqueles que estavam no poder mediante um
gigantesco projeto de enriquecimento ilícito. Hoje Lula tem 87% de rejeição
entre os eleitores do Brasil. Sim, o povo sabe o que faz.
Com
todos os seus defeitos, a sociedade brasileira concretamente sempre soube
enfrentar e resolver seus desafios históricos. O poeta José Salgado Maranhão
escreve em sua conta do Facebook: “Não desfaço de nenhum povo, todos têm sua
graça e suas virtudes, porém, em matéria de arte, de diversidade cultural, nós
(brasileiros) somos imbatíveis. Somos um povo que vem de uma longa estrada de
lutas e adversidades, sobretudo a grande maioria da população, muitas vezes
sugada por dirigentes desonestos. No entanto, é essa mesma população sofrida
que é capaz de prodígios para revelar o extraordinário caleidoscópio de sua
alma miscigenada. E, feito cana do moedor, tira mel da própria dor”.
O
PT e aqueles que contribuíram para a monumental roubalheira oficial orquestrada
por Lula, Dirceu e outros está indo pra escanteio e seus mentores, espera-se,
trancafiados.
O
povo continua esperando por um governo não comunista, porque essa não é a nossa
formação cristã e econômica, mas capitalista não excludente com oportunidades a
que o pobre também tenha acesso ao dinheiro e aos bens. Um governo que crie
efetivas oportunidades, não benevolentes, não populistas, para que os menos
favorecidos recebam a chance de crescer por seus méritos.
A
democracia do PT e de Lula passava por escolas comunizantes (Cuba e outras). Os
militantes do PT foram treinados na escola da FARC, o PT não aprendeu discutir,
veio para ganhar no grito, no abafa, na invasão, na depredação, enquanto, na
surdina do poder, seus dirigentes assaltavam os cofres da Petrobrás, da
Eletrobrás, do BNDES, de outras estatais fazendo caixa privado, partidário,
entre outras razões, para comprar resultados no Congresso, no Judiciário, nas
urnas.
As
eleições de outubro/16 ainda não terão todas as cores que virão das urnas do
Brasil pós impeachment. Mas, em 2018 já será diferente. Quem viver verá.
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