segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O brasileiro não se engana


A democracia do PT e de Dilma

Já se disse que o brasileiro não sabe votar. Talvez não soubesse. Aprendeu. Veja por que. O Brasil tem uma longa história de injustiças. Começamos por ser povoados por prisioneiros egressos das masmorras portuguesas que, ao invés de procurarem construir uma nova pátria para si, vieram para truncar, agredir, enriquecer, estuprar. Recebemos por contingência de uma guerra nada relacionada conosco, a coroa fugitiva, que, por consequência, mexeu demais na construção do modelo de gestão pública da futura nação. Apressamos uma independência que deveria ter vindo com a república e ficou centrada na monarquia. Fizemos guerras que não eram nossas, principalmente contra o Paraguai, onde fomos executores da desgraça de um país que, à época, era uma próspera economia no continente. Mal ou bem derrubamos o imperador e entregamos a república aos coronéis rurais que, com certeza, eram os mesmos que aguentavam o imperador através das benesses do poder.

A chamada primeira república foi toda centrada no voto de cabresto tendo os coronéis rurais e dos quartéis a puxar a corda. Em 1954, depois de 14 anos de ditadura, os militares acuados pelo vislumbre de comunismo ameaçador, começaram a tomar do poder e deram apenas uma trégua com Juscelino e Jango, mas voltaram com força total dez anos mais tarde, implantando uma dura e longa ditadura.

A aparição de Lula e de um partido com reais raízes populares acenando com a proposta de acabar com os privilégios dos mais fortes, levariam uma imensa massa de eleitores a apostar no homem de Garanhuns.

Acontece que o PT não fez jus às esperanças que o povo a ele transferia e os privilégios condenados se reverteram a favor daqueles que estavam no poder mediante um gigantesco projeto de enriquecimento ilícito. Hoje Lula tem 87% de rejeição entre os eleitores do Brasil. Sim, o povo sabe o que faz.

Com todos os seus defeitos, a sociedade brasileira concretamente sempre soube enfrentar e resolver seus desafios históricos. O poeta José Salgado Maranhão escreve em sua conta do Facebook: “Não desfaço de nenhum povo, todos têm sua graça e suas virtudes, porém, em matéria de arte, de diversidade cultural, nós (brasileiros) somos imbatíveis. Somos um povo que vem de uma longa estrada de lutas e adversidades, sobretudo a grande maioria da população, muitas vezes sugada por dirigentes desonestos. No entanto, é essa mesma população sofrida que é capaz de prodígios para revelar o extraordinário caleidoscópio de sua alma miscigenada. E, feito cana do moedor, tira mel da própria dor”.

O PT e aqueles que contribuíram para a monumental roubalheira oficial orquestrada por Lula, Dirceu e outros está indo pra escanteio e seus mentores, espera-se, trancafiados.

O povo continua esperando por um governo não comunista, porque essa não é a nossa formação cristã e econômica, mas capitalista não excludente com oportunidades a que o pobre também tenha acesso ao dinheiro e aos bens. Um governo que crie efetivas oportunidades, não benevolentes, não populistas, para que os menos favorecidos recebam a chance de crescer por seus méritos.  

A democracia do PT e de Lula passava por escolas comunizantes (Cuba e outras). Os militantes do PT foram treinados na escola da FARC, o PT não aprendeu discutir, veio para ganhar no grito, no abafa, na invasão, na depredação, enquanto, na surdina do poder, seus dirigentes assaltavam os cofres da Petrobrás, da Eletrobrás, do BNDES, de outras estatais fazendo caixa privado, partidário, entre outras razões, para comprar resultados no Congresso, no Judiciário, nas urnas.

As eleições de outubro/16 ainda não terão todas as cores que virão das urnas do Brasil pós impeachment. Mas, em 2018 já será diferente. Quem viver verá.

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