Os federais são mais de 2 milhões,
custam 277 bilhões e estão em lugar nenhum
Essas notícias realmente derrubam no
chão qualquer esperança de recuperação da nossa economia. Os dados são sempre
escamoteados e qualquer cidadão fica sem argumento na hora de protestar. Mas,
vez por outra, por alguma fresta do poder ficamos sabendo: foram gastos R$ 277
bilhões pela União com o pagamento de funcionários em 2016, o equivalente a 38%
da receita líquida da União, ou seja, o que ela arrecada com tributos e outras
fontes descontado o que ela transfere para estados e municípios. O dinheiro
serve para pagar os 2,2 milhões de servidores públicos, sendo 1,2 milhão de
ativos, 579 mil aposentados e 399 mil pensionistas.
Na média cada um recebe um pouco mais
de 10 mil reais/mês.
Mas, aí não estão os Correios, a
Petrobrás e subsidiárias, a Caixa, o Banco do Brasil, o BNDES, a Eletrobrás, a
Eletrosul, a Eletronorte e todas as hidrelétricas mistas do sistema, pois são
empresas e os trabalhadores recebem sob regime de CLT.
Não temos os números de quantos
trabalham para a máquina federal.
Mas, sabemos que quando você reclama
maior fiscalização ambiental, vem a notícia: são 3 fiscais para cuidar do
equivalente a 10% do território nacional. Quando você reclama pela entrada de
armas contrabandeadas nas fronteiras, vem a notícia: são 12 mil quilômetros de
fronteiras e temos apenas 240 policiais federais escalados para isso. Quando
você reclama que o excesso de peso nas estradas rebenta com o asfalto, vem a
notícias: as balanças para pesar os caminhões estão desativadas porque não tem
funcionários para operá-las.
Bem, eu paro por aqui, mas o leitor
sabe que a lista de serviços deficitários por falta de pessoal é ainda muito maior.
Já se disse que os únicos setores razoavelmente atendidos são a Receita
Federal, a Polícia Federal em parte, e a Justiça Federal.
Moral da história: tem gente demais
aonde não precisa e gente de menos aonde seria essencial.
Onde está o brasileiro que poderia
dar um jeito nisso?