segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Está tudo perdido ou quase


Não se ufane com o Brasil, a questão é gravíssima

Gosto muito das publicações d’O Antagonista, um site de notícias políticas e econômicas que, de repente, se vê obrigado a noticiar sobre polícia.

As próximas linhas são dele: “Não se iludam: a barbárie que ocorreu no presídio do Amazonas é resultado das barbaridades que são cometidas continuamente nos centros de poder político e econômico.

O Brasil é um país cuja cabeça foi cortada pelas organizações criminosas travestidas de partidos políticos e grandes empresas.

O Brasil é um país retalhado pela corrupção, pela ignorância, pela imoralidade, pela incompetência, pelo abandono, pela ferocidade.

Calem-se, ufanistas. Somos uma vergonha como nação”.

Sabe por que bandidinhos não ficam presos e por que os bandidões mandam desde o interior das cadeias? É porque o tráfico de drogas financia as campanhas de muitos deputados e senadores, o que redunda na não alteração dessa lei absurda que favorece e estimula a bandidagem.

Hoje, as polícias militares fecham acordo com os chefões do tráfico: nós não sobe o morro e vocês não incomodam nós. Quando estas regras são quebradas vem represálias.

O aumento estrondoso nos furtos e roubos está associado ao desemprego e à queda no consumo de maconha, craque e cocaína. As polícias não têm o menor interesse em deter os ladrões porque eles são levados à presença do juiz para a audiência prevista na lei criminal e de lá do fórum eles já saem em liberdade. Ora, se o policial tem dificuldade para se abastecer de munição, gasolina e outros equipamentos de última geração para o combate ao crime e se prender é sinônimo de soltar, a lógica está clara: evita de prender, pois isso vai dar em nada, mesmo.

O episódio do Amazonas é uma briga entre dois poderosos exércitos do crime e das drogas, a Família do Amazonas e o PCC, este último com sede em SP mas tomando conta do Brasil. Essa é a realidade de muitas cidades, de muitas polícias.

Temos milícias armadas até os dentes, tipo FARC (Colômbia) atuando em nossos bairros e substituindo os poderes públicos. Por isso a população não denuncia. Até porque denunciar pode representar a morte do denunciante. A tráfico paga contas dos moradores, arranja remédios, móveis, eletrodomésticos, celulares, computadores, quase tudo roubado, em troca do silêncio.

Estamos no mato sem cachorro, para usar aquela frase do caçador.

O que você faria para acabar com isso?

Bem, se você não sabe, deixa como está. Mas não se queixe que seu filho foi assaltado, sua filha foi estuprada... Deixa como está e na próxima eleição vota novamente nos mesmos.

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