quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Políticos profissionais, cuidado


O povo está de saco cheio com vocês



O dia 14 de julho de 1789 ficou na história da democracia: resume uma década de agitação entre franceses decididos a colocar um basta num sistema de poder formado pela aristocracia, pelos militares e pelos religiosos.

O povo tomava as ruas e partia para os protestos e invasões de palácios, levando tudo pela frente.

Depois disso, povos do mundo todo aprenderam protestar e manifestar suas insatisfações com os governos de todas as ideologias.

Não é de hoje que os brasileiros, entre esses outros povos, vão às ruas para protestar, às vezes com quebra-quebra, mandando recados diretos aos políticos de um modo geral que integram os três poderes da República: “estamos de saco cheio com vocês”.

Temos a maior carga de tributos do mundo e a pior qualidade dos serviços públicos, mas os altos salários e os privilégios são exclusividades dos donos do poder.

Só para exemplificar as inúmeras razões que levam o povo a estar de saco cheio com os políticos, aí vão:

No meio da pior crise de inflação, recessão, desemprego e fechamento de empresas, queda do PIB, em nenhum momento se ouviu falar de reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos, carros, motoristas, 14º e 15º salários etc.) dos poderes da República; nem se fala de redução do número de deputados da Câmara Federal, e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios; nem de acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como almoços nababescos e outras libações, tudo à custa do povo; também não se fala de acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego; também não se fala em redução drástica da quantidade de vereadores, acabar com os salários de vereadores, diminuir os gastos das Câmaras Municipais e das Assembleias Estaduais; e por aí vai, pois não é do programa deles acabar com o financiamento aos partidos, que deveriam viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem para conseguirem verbas para as suas atividades; também não acontece a redução de partidos para apenas cinco, o que seria mais que suficiente; também não se fala em acabar com a distribuição de carros a presidentes, assessores, diretores e outros figurões dos cargos superiores; e nada de acabar com os motoristas particulares 24 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias para servir às suas excelências, filhos e famílias e até ex mulheres e empregados; e o que dizer da renovação sistemática de frotas de carros oficiais; e por aí vamos todos nós pagando as contas, transferindo para o governo gastar bilhões de reais que são retirados de circulação para servir às benesses desse imenso sumidouro de dinheiro, chamado governo.

Já que esses nossos políticos e governantes não querem fazer as reformas de fato, não querem passar o Brasil a limpo, cabe a nós, povo esclarecido, fazer isto através da mobilização em massa e indo para as ruas (sem vandalismo, sem Black Blocks, que são contra a sociedade) manifestar a nossa insatisfação.

Eles estão pedindo que isso se torne uma prática democrática, pois nesta burra democracia que temos eles não nos representam. Se não nos representam, nós não precisamos mais deles, queremos trocá-los, queremos eleger outros em seus lugares e queremos mais, queremos que os novos eleitos não sejam carreiristas, não estejam como eles estão pensando sempre no próximo mandato.

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