O
Brasil não tem democracia e nem mercado livre
Oficialmente,
as investigações da Laja Jato e do TSE comprovam que a prática corrupta de
campanhas bilionárias derruba o princípio basilar da democracia. O político não
é eleito, ele compra sua eleição. O eleitor que vende seu voto não é vítima só
daquele cabo eleitoral que o corrompe: ele continua ignorante e carente
justamente porque o compromisso do político comprador de mandatos não é com a
solução dos problemas da sociedade e sim com os seus interesses. As filas em
postos de saúde e hospitais, creches e escolas de primeiro grau são explicadas
desta forma. A violência das ruas é explicada desta forma.
E
o eleitor bem intencionado que prima por seu voto é literalmente declarado um
bobo da corte. Sua atitude serve para encobrir a sujeira que ocorre bem ao
lado.
E
o decantado livre mercado, cujo princípio basilar é a concorrência e a competição
entre os mais capazes, desaparece também, pois as licitações são fabricadas
mediante a falta de caráter dos empresários. A crise fiscal que assombra o
poder central, responsável por 75% da arrecadação que vai ao Tesouro e depois
volta aos Estados e Municípios, pode ser explicada pelos desvios de recursos e
pela má gestão dos recursos que são investidos, melhor dizendo, enterrados em
obras que não acabam e não são usadas.
Resumo
da ópera: não temos democracia e nem livre mercado.
Não
tenho o remédio. Tenho o diagnóstico.
Quero,
evidentemente, que você tire algum tempinho em suas atividades para pensar e
falar, falar com seus amigos a respeito disso.
Não espere que o sonho de um Brasil Grande, Rico
e Respeitado se torne realidade caindo dos céus, vindo da cabeça de um
salvador. Todos nós somos os criadores (ou não) da realidade que temos ou
desejamos.
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