Assim,
sim. Assim também não.
O
assunto é mulheres no poder político.
Toda
a sociedade, incluindo-se aí a Justiça Eleitoral, clamam por maior número de
mulheres na política: vereadoras, prefeitas, deputadas estaduais e federais,
senadoras, governadoras, presidentes... Incluo, aí, também, maior número de
mulheres nos tribunais de contas e nos colegiados da justiça.
Já
dá para perceber que nos cursos superiores o maior contingente de matriculados
são matriculadas, isto é, mulheres. Nas academias onde se trabalha e cultua o
físico, o maior número de clientes é de mulheres. Elas estão ingressando nas
polícias militares, nas forças armadas e ocupando cada vez mais espaços no
mercado de trabalho.
Bom,
muito bom. A mulher vem demonstrando qualidades superiores a dos homens para
uma infinidade de funções. Mesmo as da política.
Não
morre a esperança de que também sejam mais éticas.
Quem
acompanha os trabalhos das Comissões Especiais do Impeachment na Câmara Federal
e agora no Senado Federal, vê a desenvoltura até irritante de algumas
parlamentares, como Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin. Elas estão nos seus
papéis, exagerando, evidentemente, complicando a pauta daquela Comissão,
enfrentando, não raro, o escárnio e mesmo o deboche de muitos colegas.
Quantas
dessas tantas mulheres arrancam o aplauso e o reconhecimento da sociedade pelo
desempenho de seus papéis em tantas frentes, uma das quais a da política.
Quantas prefeitas, vereadoras, deputadas e senadoras vencedoras.
Talvez
não se possa dizer a mesma coisa da senhora Dilma Rousseff, cuja ascensão ao
cenário nacional e até internacional foi meteórica tanto quanto sua queda.
Claro, escrevo este artigo entre seu afastamento do cargo e o seu julgamento
final pelo Senado. Ela pode até retornar ao cargo de presidenta, mas não terá
legitimidade para exercê-lo, não só pelo episódio do impeachment, mas pelo
conjunto da sua obra incluindo o que o TSE protela para julgar, que é, ao que tudo
indica, a monstruosa fraude montada para a obtenção de seu segundo mandato.
Mas,
não é pelo fato de ser mulher que tudo isso vem à tona, ainda que alguns
radicais tentem usar esse argumento. Muito pelo contrário, é de se lamentar que
na primeira experiência brasileira de eleição de uma mulher para a presidência
da República, tenha sido, justamente, essa mulher, a única responsável pelo
demérito dessa experiência.
Quanto
ao séquito feminino que a defende com veemência na comissão do impeachment,
onde se destacam as já citadas senadoras Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin, entre
outras e outros, não pega bem, não desce bem, não é aceitável esse jogo
veemente, não, pelo menos, da senadora paranaense, cujo nome próprio e de seu
marido, ex-ministro Paulo Bernardo se encontram denunciados por irregularidades
que teriam cometido.
Mas,
como o jogo é o jogo, réus e advogados costumam fazer de tudo para escaparem da
culpa ou para reduzirem a pena, o que não seria de estranhar em mais esses
casos. É, novamente, de se lamentar, que mulheres guindadas ao poder se comportem
como o pior dos homens e joguem dúvidas sobre ser melhor candidaturas
femininas, já que nestes séculos de poder, no Brasil, os homens, maioria deles,
jogaram muito mal.
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