quinta-feira, 23 de junho de 2016

Para ir pensando como eleitores que somos


Assim, sim. Assim também não.

O assunto é mulheres no poder político.

Toda a sociedade, incluindo-se aí a Justiça Eleitoral, clamam por maior número de mulheres na política: vereadoras, prefeitas, deputadas estaduais e federais, senadoras, governadoras, presidentes... Incluo, aí, também, maior número de mulheres nos tribunais de contas e nos colegiados da justiça.

Já dá para perceber que nos cursos superiores o maior contingente de matriculados são matriculadas, isto é, mulheres. Nas academias onde se trabalha e cultua o físico, o maior número de clientes é de mulheres. Elas estão ingressando nas polícias militares, nas forças armadas e ocupando cada vez mais espaços no mercado de trabalho.

Bom, muito bom. A mulher vem demonstrando qualidades superiores a dos homens para uma infinidade de funções. Mesmo as da política.

Não morre a esperança de que também sejam mais éticas.

Quem acompanha os trabalhos das Comissões Especiais do Impeachment na Câmara Federal e agora no Senado Federal, vê a desenvoltura até irritante de algumas parlamentares, como Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin. Elas estão nos seus papéis, exagerando, evidentemente, complicando a pauta daquela Comissão, enfrentando, não raro, o escárnio e mesmo o deboche de muitos colegas.

Quantas dessas tantas mulheres arrancam o aplauso e o reconhecimento da sociedade pelo desempenho de seus papéis em tantas frentes, uma das quais a da política. Quantas prefeitas, vereadoras, deputadas e senadoras vencedoras.

Talvez não se possa dizer a mesma coisa da senhora Dilma Rousseff, cuja ascensão ao cenário nacional e até internacional foi meteórica tanto quanto sua queda. Claro, escrevo este artigo entre seu afastamento do cargo e o seu julgamento final pelo Senado. Ela pode até retornar ao cargo de presidenta, mas não terá legitimidade para exercê-lo, não só pelo episódio do impeachment, mas pelo conjunto da sua obra incluindo o que o TSE protela para julgar, que é, ao que tudo indica, a monstruosa fraude montada para a obtenção de seu segundo mandato.

Mas, não é pelo fato de ser mulher que tudo isso vem à tona, ainda que alguns radicais tentem usar esse argumento. Muito pelo contrário, é de se lamentar que na primeira experiência brasileira de eleição de uma mulher para a presidência da República, tenha sido, justamente, essa mulher, a única responsável pelo demérito dessa experiência.

Quanto ao séquito feminino que a defende com veemência na comissão do impeachment, onde se destacam as já citadas senadoras Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin, entre outras e outros, não pega bem, não desce bem, não é aceitável esse jogo veemente, não, pelo menos, da senadora paranaense, cujo nome próprio e de seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo se encontram denunciados por irregularidades que teriam cometido.

Mas, como o jogo é o jogo, réus e advogados costumam fazer de tudo para escaparem da culpa ou para reduzirem a pena, o que não seria de estranhar em mais esses casos. É, novamente, de se lamentar, que mulheres guindadas ao poder se comportem como o pior dos homens e joguem dúvidas sobre ser melhor candidaturas femininas, já que nestes séculos de poder, no Brasil, os homens, maioria deles, jogaram muito mal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário