Um avatar que fracassou
É interessante olhar para a
História Humana e identificar nela homens e mulheres que fizeram a diferença
como heróis, bem como identificar outros tantos e outras tantas que tiveram
tudo à mão e chafurdaram como vilões.
Numa rápida análise, voltamos ao
ano de 1934 e lá iremos encontrar um baixinho conversador, carismático, membro
do Partido Nacional Socialista, que assume como primeiro-ministro e encanta a
Alemanha e boa parte do mundo com suas ideias e propostas.
Mas, chafurda. Com muita sede ao
pote, quer que seu governo domine setores que normalmente não se deixam
dominar. Levou a Alemanha à II Grande Guerra, destruiu a Alemanha e esta nunca
mais voltará a falar em nacionalismo e socialismo, não, ao menos, com aquele
arroubo do senhor Adolf Hitler.
Como fica o capital espiritual
deste senhor?
Por que será que a conjuntura
política, econômica, social, intelectual, espiritual coloca sobre o caminho de
determinados povos pessoas como Hitler, Fidel Castro, Hugo Chávez, Lula,
Nicolas Maduro?
Examinando as condições em que
alguém emerge para um cargo de imensas responsabilidades como é o comando de
uma nação, tem-se a vaga ideia da dimensão do imenso trabalho da
espiritualidade para criar as condições para isso, normalmente apostando no
talento daquela liderança.
Bem, você deve estar
questionando: por que Lula foi apontado como o avatar brasileiro e, agora, o
que se poderia dizer desse senhor?
É claro que não se pode aceitar
com frieza de alma que as condições tenham sido criadas propositalmente para
chegar aonde chegaram. Mas, se fosse o contrário? Se isso tivesse de ser o
carma da nação?
A Alemanha seria hoje a potência
que é se não tivesse sido destruída na guerra? E o Japão que vem na mesma
esteira? Não se iluda com a China de Mao Tse Tung, sua revolução e as condições
que hoje tem. A China é um barril de explosivos. Mas, passará por sobre o
regime que tem e será um super Japão no futuro. De certa forma já é.
E o Brasil? As condições, a conjuntura
política, econômica, social, intelectual, espiritual que confluíram e o
operário nordestino, quase analfabeto (e orgulhoso disso) vence e assume a
presidência de um país espiritualizado como o Brasil. Faz o segundo mandato,
traz para a frente de visibilidade sua protegida, Dilma Rousseff, que faz seu
segundo mandato, enquanto Lula pensava no seu terceiro e quarto mandatos.
Seriam 24 anos de lulismo, nem tanto como foi a proposta nacionalista
socialista de Hitler, mas muito mais intensa, com uma proposta comunista, ao
estilo Fidel Castro e Mao Tse Tung. E não apenas com relação ao Brasil. Haviam
outros povos na mira comunista desses megalomaníacos aprendizes dos métodos de
Hitler.
O avatar poderia ter transformado
as velhas e carcomidas estruturas de poder, herdadas de uma república de
coronéis civis e coronéis fardados. Quem sabe teria convocado uma constituinte
com poderes de alterar leis que hoje protegem traficantes, ladrões de todos os
quilates; que permite o contrabando de armas, munições, aves, mulheres; que
submete às condições desumanas imensas populações que se atolam no lodo do
esgoto a céu aberto; que permite a derrubada contínua de árvores de nossa
Amazônia; que deixa morrer milhares de crianças e idosos nas filas do SUS; que
tira da escola a oportunidade de formar cidadãos e entrega as crianças ao
descaminho do desrespeito, da provocação, da desobediência.
Vivemos hoje um momento ímpar: o
cidadão proprietário, contribuinte, tem medo de sair à rua, precisa se cuidar
para não ser acusado de assédio moral, é olhado como réu da miséria urbana e
rural, enquanto uma multidão jamais vista neste país se encosta na ajuda
indigna que o governo distribui, não para emancipar os beneficiados, mas para
obrigá-los a comparecerem aos eventos da CUT, do MST, do PT, e às urnas em dia
de eleição, fustigados por uma militância, na verdade, uma milícia a serviço do
Plano Maior.
O avatar fracassado está a um
passo de ser preso e se apresentará como vítima, um cristo crucificado.
Sua protegida, na condição de mulher
acendeu as esperanças de que pela primeira vez a nossa pátria “educadora”
poderia ter uma professora no seu comando. Nada direi sobre ela. Os
acontecimentos atuais e futuros escreverão sua história.
Posso parar?
Não devo parar, não enquanto essa
história não der por finalizada a saga dos aprendizes do método hitleriano. A
sorte das populações argentinas, uruguaias, bolivianas, venezuelanas,
brasileiras e outras mais incluídas no mapa comunista, é que, apesar das
patacoadas ameaçadoras de luta armada, os aprendizes de Hitler não chegarão à
guerra. Mas, a destruição quase equivale a uma guerra.
Não gostaria de estar na pele dos
aprendizes de Hitler, e nem do próprio, em se tratando de ajuste de contas com
a espiritualidade. Chegar ao comando de uma nação e chafurdar aporcalhadamente
como chafurdaram, cria um karma que se multiplica pelo número de pessoas
traídas em suas esperanças e castradas nas suas oportunidades.
Deus tenha piedade deles. Se é
que pode haver piedade nos seus casos.
Até semana que vem.
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