O
que fizeram com o ideal bolivariano
Vamos
estudar de onde os comunistas da América do Sul foram buscar o que chamam de
ideal bolivariano para tomar o poder.
Simón José Antonio de la
Santísima Trinidad Bolívar y Palacios Ponte-Andrade y Blanco (esse o seu nome
todo), foi um filho da Venezuela predestinado a fazer a diferença em seu tempo.
Em 1805, fez o juramento do Monte Sacro, em Roma, pelo qual assumiu que não
descansaria enquanto não liberasse do domínio espanhol toda a América. O local
era simbólico por ter servido de palco ao protesto dos plebeus contra a
aristocracia da Roma Antiga.
Mas, o próprio Bolívar era um
aristocrata de berço. Um daqueles filhos rebeldes de uma nobreza fidalga, à
qual pertenciam os membros das forças militares e do clero.
Em meados de 1806, tomou
conhecimento dos primeiros movimentos em favor da independência da Venezuela,
protagonizados pelo general Francisco Miranda, decidindo que chegara a ocasião
de retornar ao seu país natal. Mas, primeiro, em janeiro de 1807, foi beber
democracia e liberalismo nos Estados Unidos. Visitou vários centros
representativos daquela democracia modelar para seu tempo.
Quando chegou à Venezuela ainda
em 1807, Napoleão Bonaparte havia colocado seu irmão José Bonaparte, rei da
Espanha e das suas colônias.
A Junta de Caracas declarou a
independência em 1810, e Bolívar foi enviado para a Inglaterra em missão
diplomática, buscando o reconhecimento do novo país.
De volta à Venezuela em 1811, em
julho de 1812, o líder da Junta, Francisco de Miranda foi preso e Bolívar
precisou esconder-se para não cair preso também. Em Cartagena redigiu um
manifesto ao povo e se lançou à luta. Em 1813 liderou a invasão da Venezuela,
entrando em Mérida em 23 de maio, sendo proclamado El Libertador
("libertador"). Caracas foi reconquistada a 6 de agosto, sendo
proclamada a Segunda República Venezuelana. Bolívar passou então a comandar as
forças nacionalistas da Colômbia, capturando Bogotá em 1814. Entretanto, após
alguns revezes militares, Bolívar foi obrigado a fugir, em 1815, para a Jamaica
onde pediu refúgio e ajuda ao líder haitiano Alexander Petión. Ali redigiu a Carta
da Jamaica.
Bem, a história é um pouco longa,
mas em 1816, ele desembarca na Vanezuela, retoma a luta pela independência e
recebe ajuda daquilo que seriam os futuros países livres: Colômbia, Bolívia,
Argentina.
Durante a libertação de Quito
apaixonou-se pela revolucionária Manuela Sáenz, de quem tornou-se amante,
valendo a ela o epíteto de Libertadora do Libertador. Em 1828 ela o salvou de
ser assassinado.
Em 1826 estava ele batalhando
pela integração dos países da América do Sul.
Aqui a história é interrompida
para a retomada de um conteúdo que é escondido da sociedade. O que pensava Bolívar?
“O novo mundo deve estar
constituído por nações livres e independentes, unidas entre si por um corpo de
leis em comum que regulem seus relacionamentos externos". Nessa frase dita
por Simón Bolívar pode-se ter uma ideia de que ele era um homem à frente de seu
tempo, de ideias revolucionárias. Em poucas palavras ele exterioriza diversas
intenções e objetivos. Analisando-se a frase por partes, observa-se a intenção
de:
Nações livres, sem o comando das
metrópoles da época;
Independentes, tanto política como
economicamente;
União dos povos, tanto com
objetivo de formar blocos, sejam políticos ou econômicos, como para discutir
problemas de ordem mundial.
A ideia de "nações
livres" era, provavelmente, na época, o objetivo mais importante, pois sem
a liberdade, não seria possível a conquista dos outros objetivos. E para isso,
Bolívar não foi só um idealizador, e sim, um verdadeiro guerreiro, enfrentando
as mais diversas batalhas. Mas ele não estava sozinho nessa luta. Os ideais de
liberdade, igualdade e fraternidade haviam se enraizado nos povos
latino-americanos, pois o que se viu não foi uma luta isolada de Simon e seus
fiéis seguidores. Foram lutas por toda a América Latina, onde cada região teve
o seu "libertador", como era chamado Simon.
Na questão de independência,
Bolívar via como necessária uma nação não só independente, mas também
democrática: "Somente a democracia, no meu conceito, é suscetível de uma
liberdade absoluta", vinculando a ideia de um governo democrático, além do
fato, também, de ver a necessidade de que se tenha um projeto econômico.
Na terceira parte, ele propõe a
união dos povos entre si "por um corpo de leis em comum que regulem seus
relacionamentos externos". É mais nessa terceira parte que se pauta este
trabalho, pois tais leis em comum seriam o Tratado de União, Liga e
Confederação Perpétua.
Simon Bolívar também foi um
grande defensor da separação dos poderes temporal e espiritual, posição essa
fortemente influenciada pelos princípios maçônicos que professava ao lado de
outros libertadores americanos, como Miranda, Santa Cruz e San Martin, além dos
pais dos Estados Unidos, conforme depreende-se do manifesto que lançou em
1824/1825, perante o Congresso Constituinte da Bolívia.
Muito bem. Eis o Bolívar:
democrático, liberal, ético, integrador, legalista.
Em que isso tem a ver com Maduro?
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