domingo, 25 de março de 2018

Para lembrar do outro Brasil


Assim também se entra pra história



A poucos homens e a poucas mulheres, na história da humanidade, tem sido dado poderes, recursos e capacidades para inscreverem seus nomes entre os mais destacados exemplares da espécie. A alguns e algumas, esses poderes, recursos e capacidades são dados nas artes, nos esportes, nas ciências, na economia ou na política, além de tantas outras áreas e, muitas vezes, reunindo mais de que uma só área. Assim foi com certos personagens que jamais esqueceremos ou que jamais serão esquecidos por grandes segmentos humanos, como é o caso de Maomé, Newton, Jesus, Sidarta, Confúcio, Maria de Nazaré, Madalena, Cleópatra, Colombo, Einstein, Galileu, Aristóteles, Churchil, Florence Nichtingale, Joana D’Arc, Shakespeare, Descartes, Freud, Bach, Kennedy, Bacon e dezenas de outros.

Muitos desses senhores (e é estranho, muito poucas mulheres), deixaram elogiáveis obras, coisas para o bem. Se fosse destacar as coisas do mal a lista também seria grande: Hitler, Stalin, César, Alexandre, Napoleão, outros, que se inscrevem entre os que mataram, invadiram, dominaram, ao lado de muitos outros que caíram de cara na lama e passaram a conviver com a vergonha, sua, dos seus familiares e de (ex) admiradores, como destacarei.

No Brasil temos vários compatriotas dos quais podemos nos orgulhar em muitos setores, mesmo na política, uma área suscetível de partidarismo e sectarismo. Não farei nomes, por enquanto, para preservar o caráter neutro que pretendo dar a este texto.

Mas, não posso deixar passar a oportunidade para registrar o fato de um operário, quase analfabeto, gênio político, haver surgido das massas populares e chegado ao poder do País por duas vezes. Mesmo no escândalo do Mensalão, em seu governo, quando dizia “não sei, não vi, não me disseram”, escondia-se atrás de uma bem construída ingenuidade, não malícia, ancorada na humildade de sua pobreza de origem. Pesou a seu favor. E era mais uma arapuca.

Porém, agora, diante de números e fatos, não há mais como calar. Vou dar três ou quatro provas de arrepiar os cabelos: esse homem tem 60 milhões de reais num fundo de aposentadoria, pagou 50 milhões a um dos seus advogados e ele tem meia-dúzia de outros. E os bens que estão em seu nome, sem citar os que já se viu estão em nome de laranjas.

Vamos questionar todos os outros ex-presidentes, mesmo incluindo alguns que não passariam no crivo da moralidade e iremos descobrir qual ou quais deles possuem uma fortuna do tamanho destas que a mídia anuncia e que ninguém contesta e nem desmente, mesmo dentre aqueles que ainda o endeusam.

Quantas esperanças frustradas, quantos castelos poderiam ter sido desmontados sob a batuta desse homem? Quanta podridão poderíamos ter enterrado nesta politicalha que vem desde as capitanias hereditárias?



Esse homem teve tudo para figurar entre os mais ilustres brasileiros, teve todos os elementos possíveis para legar ao seu País aquilo que pregou antes do primeiro mandato e que o credenciou para chegar lá. Que imenso e glorioso destino de trevas! Temos analistas apontando a sua única reforma: a tomada dos três pinos.

Quantos líderes importantes são chorados abaixo e acima do Equador, homens e mulheres que deixaram a vida para entrar na história? E este, que ainda é chorado por poucos, está deixando a história para entrar no cárcere.

Teve tudo para colocar a sorte da Pátria em primeiro lugar. Outros também desmereceram a glória de boas lembranças? Sim. Mas, não como este que passou 20 anos dizendo aquilo que não faria e não fez. Enganou 83% dos brasileiros, se esta percentagem não tenha sido mais uma mentira sua a respeito da aprovação popular de seu governo num curto espaço de tempo. Aliou-se a políticos, empresários e executivos da pior espécie e agora irá fazer companhia para eles na cadeia, graças à Lava Jato, bem entendido, se o STF honrar o nome e a função que tem.

Se assim for, ainda iremos dizer, o Brasil de antes e de depois de Lula jamais podem ser comparados. Digo mais, o Brasil pós Lula, pós Dilma e pós Temer jamais será o mesmo.   

Todo o ódio semeado por Lula e seus comparsas contra pessoas, classes, estamentos da vida nacional veio produzir seus efeitos contra ele e o seu partido agora. Até Lula éramos seus companheiros ou adversários. Agora passamos à categoria de inimigos ou membros da gang.

Antes de Lula e seus partidários brancos e negros conviviam, hetero e homossexuais conviviam, patrões e empregados se relacionavam, bandidos eram bandidos e homens de bem eram homens de bem. Depois de Lula insistiu-se tanto em apontar as divergências que todos se tornaram inimigos de difícil reconciliação. Estamos divididos e o sintoma aparece nas ruas, nas falas das pessoas. Acabou o projeto de Nação.



  

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