Fugiu do controle, esse é o espanto
Se nós fizermos um retrospecto do que
aconteceu no País nos últimos 20 anos, no mínimo, iremos encontrar escolas de
formação de lideranças trazendo mestres de Cuba para ensinar como se age.
Ora, Fidel havia feito isso, com sucesso
naquela Ilha: o judiciário inteiramente aparelhado para julgar segundo os
interesses de “la revolución”; parlamento lá não há, são os líderes
comunitários que aprovam o que o governo deve fazer; aqui o parlamento teria de
ser comprado; e, claro, o executivo lá tem um comandante supremo, quase um
deus, exigindo que as pessoas se descubram e se curvem por onde ele passa ou
diante das ordens que emana; aqui o deus barbudo estava em construção.
O PT liderou o grupo de partidos comunistas
exatamente porque se organizou melhor desde as Comunidades Eclesiais de Base e desde
as Pastorais que a Igreja Católica colocou à sua disposição no início de tudo.
Daí nasceram o MST, o MTST, o Movimento dos Atingidos por Barragens, a CUT e,
evidentemente, num determinado momento alguém disse: “não basta a organização
interna e nem o comando central, nós precisamos chegar ao poder e se não for pela
força (como foi em Cuba), nós precisamos ir às urnas, precisamos de um partido
político”. Nasceu o PT. Por ser mais organizado, com mais capilaridade e mais
recursos, inclusive vindos de Cuba, tomou a frente de uma meia-dúzia de outros
partidos que passaram a ser membros de uma frente.
Quando chegou ao Planalto, em 1º de janeiro
de 2003, Lula sabia que dificilmente deixaria o poder. O projeto teria que
durar o quanto pudesse, que nem em Cuba. Por isso, o aparelhamento do Estado:
todos os setores são ou estavam controlados pelo PT, a partir dos sindicatos,
das repartições, motoristas, ascensoristas, copistas, chefes de setores,
assessores, diretores, presidentes de estatais, todos treinados para fazer o
que era preciso e boicotar o que não interessava. Em dia de comício, ai daquele
que não fosse à rua, perderia a função, bem ao estilo Fidel, desde o
assentamento sem-terra lá do fundão, até as assessorias do presidente da
República em Brasília, tudo sob o controle, aparelhado.
Espera, há um destaque: os militares das três
forças precisavam ficar sob o comando de um comunista e foi isso mesmo que
aconteceu a partir de Celso Amorim, quando o pudor arrefeceu e os generais,
brigadeiros e almirantes das novas safras já estavam mais simpáticos à causa lulista.
Foi por isso, leitores, que o impeachment de
Dilma doeu tanto e foi chamado de golpe. Sim, foi um duro golpe nos projetos do
PT. Da verba total desviada das estatais, como é mostrado no caso Petrobrás
(6,5 bi e ainda faltam Caixa, BB, Eletrobrás, BNDES, Correio e outras de menor
volto), mais que um terço do total foi para o caixa eleitoral. O PT tem
dinheiro para eleger três presidentes. E por isso a sentença de Moro e do TRF4
dói tanto. O principal nome para as urnas irá para a cadeia. O segundo nome está
a caminho da cadeia e o terceiro não tem densidade para vencer.
O plano equivalente ao de Fidel caiu por
terra quando Dilma foi cassada e quando Moro assinou a sentença de Lula.
A esperança é que o STF livre a cara do
ditador brasileiro, mas agora setores da sociedade organizada, o povo e
principalmente os militares que não estiveram no poder nesses 20 anos,
representam um obstáculo à ditadura lulista e uma garantia à democracia
brasileira.
Toda arranhada pelo aparelhamento das instituições
(a maior prova está no STF, onde oito dos onze ministros foram nomeados pelo PT),
a democracia caminha assustada: se livrarem Lula no STF ele pode voltar ao
poder e daí ninguém mais o tira de lá. Se Lula for preso, as quadrilhas vermelhas
poderão sair em bando pelas ruas em depredação e a guerra civil pode explodir
ainda maior que a que já existe, por exemplo, no Rio de Janeiro.
Este é um dos momentos mais graves da Pátria
a chamar pelo bom-senso daqueles que não têm interesse em cargos públicos nem
pela corrente do PT ou de qualquer outro partido: chamo a atenção dos
brasileiros que geram riquezas investindo ou trabalhando, pois daí que vive
nossa Pátria.
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