quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O Brasil tem que ter jeito


E o jeito do Brasil tem de ser nosso

Eu gostaria de juntar aqueles que acampam em qualquer lugar carregando bandeiras vermelhas, mais os que estão nas ruas procurando emprego, mais os que estão morando nas ruas porque renunciaram seus lares, mais os que estão nas filas dos postos de saúde e hospitais, inclusive os que estão atrás da vacina salvadora, mais aqueles que você sabe que estão à deriva por qualquer razão... Quantos são?

Ah, ia esquecendo daqueles que já não vão às ruas porque estão com fome, não têm calçado nem roupa decente, exatamente aqueles que com ou sem bolsa família ficaram mais numerosos desde o ano 2000, apesar da falácia poliqueira do “aumento de brasileiros integrados à classe média”.

Aqueles concidadãos que raciocinam e calculam que 2022 será pior que 2018, devem estar pensando que toda a classe política deveria passar pelo tribunal e receber um 3x0, três a zero não, 150 milhões a zero.

O senhor Lula aparece como o ícone dessa barbárie em que se transformou o serviço público: não tem dinheiro, não tem médico, não tem enfermeiro, não tem remédio, não tem leitos, não tem vaga, não tem fiscal, não tem policial, não tem cadeia, não tem ponte, não tem estrada, não tem escola, não tem professor, não tem material escolar, não tem vergonha, nada mais tem, mas a conta continua alta para o brasileiro pagar. A culpa, dizem, é da União, mas é do Estado, mas é do Município, mas é do Distrito, mas é da Repartição, mas é do Servidor, mas é NOSSA, BRASILEIROS.

Não tem mais ninguém protestando pela confirmação e recrudescimento da pena de Lula, além daqueles de sempre, que perderão suas mamatas com o barbudo fora do páreo (além, é claro, de outras situações para as quais não tenho explicação, mas vejo gente esclarecida chorando de amores pelo pilantra traidor da Pátria).

É claro que dói para qualquer cidadão brasileiro passar pelo vexame mundial de ver o seu presidente na cadeia, tenha votado nele ou não. O que pensam de nós os cidadãos do mundo? Quem somos nós que temos a capacidade de eleger um ladrão? Seria, em certo grau, a emoção de uma criança ao ver seu pai sendo preso por ladrão?

Sai dessa, Brasil. Você pode.

A conscientização tem de começar na sua casa, no seu vizinho, na rua, no boteco, sem partidarismo burro, com patriotismo lógico.

Você sabe ou deveria saber que os partidos viraram objeto na mão de empresários corruptores e assim chegamos aonde chegamos. Pequeno, médio, grande partido, tudo igual. As eleições não eram preferência dos eleitores, eram compradas com elevadíssimos investimentos que depois tinham de retornar. Pergunte ao seu vereador quanto custou a sua eleição e tire as conclusões.

Essa sacanagem com a democracia tem de acabar.

E você sabe disso. Se não sabe, desculpe, paro por aqui.

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